O sindicalismo de véspera e os piquetes de greve
Reuniões sindicais, nas escolas, na véspera de manifestações e greves gerais? A sério?
Ao menos tivessem o decoro de evitar a véspera…
Seria bom avaliarem melhor isso pois, se calhar, em vez de mobilizarem, desmobilizam. E até somos capazes de apostar que, desta vez, o plano não é esse.
Reuniões sindicais nas escolas? SIM! Absolutamente SIM! Mas, de preferência, muito mais regulares e levando ouvidos!
Quanto à anunciada intenção de constituição de piquetes de greve para sensibilizarem os colegas, à porta das escolas, no sentido de aderirem à greve, informando-os da necessidade e importância da luta, não será esta a mais acabada confissão do fracasso dos sindicatos no seu trabalho sindical? Se a pedagogia da luta tivesse sido cuidada, e desenvolvida ao longo do tempo, em proximidade com as bases e de uma forma regular… seriam necessários piquetes de greve? Fica a questão.
P.S. – Já agora: que raio se passa em Sintra que nem teve honras de integrar esta lista? E que dizer disto? A redução do crédito de horas para trabalho sindical/destacamentos, imposto pelo ME, explicará tudo?
em 23/11/2011 em 10:38
A minha escola nem tem dirigente sindical atribuído e… nem faz cá falta. Destes sindicatos já não espero rigorosamente n a d a.
Como em tudo na vida, as estruturas têm de se adaptar aos tempos que mudam ou morrem. Os sindicatos que temos, que já estão mortos há muito tempo, precisam de um “dia de finados” anual (greve) para que os vivos não os esqueçam e lhes prestem homenagem…
em 23/11/2011 em 20:39
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em 23/11/2011 em 23:59
Na minha escola não há delegado sindical. O ambiente de “cada um por si” está instalado.A Direção da Escola é uma correia de transmissão, ou biela, da D.R: .Distribui benesses pelos “ratos” e tenta anular quem não cede perante o direito á dignidade.
Hoje a conversa era intervalada por ” aproveitar” o dia de amanhã, na escola, por trabalhando nos assuntos burocráticos ( acreditando que outros farão greve e a escola não funcionará), pelas traições sindicais, que justiicariam o seu distanciamento e nunca o direito à denúncia de uma política europeia ultra liberal e da interferência dos mercados na democracia.
O pior deste mau trabalho sindical foi distanciar as pessoas por profissões e isolarmo-nos no contexto, pelo menos, europeu.