APEDE


CONCLUSÕES DA ASSEMBLEIA-GERAL – 4

Posted in Educação por APEDE em 19/07/2009

MOÇÃO DE SOLIDARIEDADE COM A LUTA DOS PROFESSORES DO POLITÉCNICO
Apesar das distinções e divisões espúrias que este e outros governos têm criado entre os professores dos ensinos básico e secundário, por um lado, e os professores do ensino superior, por outro, e que serviram para encobrir dificuldades e causas comuns a esses diferentes graus de ensino,

apesar de o modelo de avaliação do desempenho e de o novo estatuto da carreira docente terem sido tacticamente travados na sua aplicação ao ensino superior, contrariamente ao que sucedeu no básico e no secundário,

a APEDE considera importante a luta que os professores do ensino politécnico estão agora a travar contra a precariedade nas suas carreiras,

condena a barragem de intoxicação com que alguns órgãos de comunicação estão a tentar envenenar a opinião pública relativamente à justeza dessa luta, numa estratégia de manipulação em tudo similar ao que fizeram perante o combate dos professores do básico e secundário,

e manifesta a sua solidariedade e o seu apoio aos professores do politécnico, com uma palavra de apreço particular pela determinação que estão a mostrar na sua luta.

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3 Respostas to 'CONCLUSÕES DA ASSEMBLEIA-GERAL – 4'

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  1. carlos said,

    Como sabem, a nível do ensino básico e secundário, tem havido uma grande contestação ao possível fim dos concursos de docentes, abrindo caminho para a contratação directa, o que dará origem a muitas injustiças, sendo que critérios como a cunha irão funcionar mais alto.Ora o que se passa com os docentes dos politécnicos é que a grande maioria dos que estão agora a protestar foram contratados sem qualquer concurso público, sem critérios sérios e muitas vezes em detrimento de pessoas com médias mais altas.Concordo assim inteiramente que eles sejam todos submetidos a um concurso externo para vinculação.

  2. Mário Machaqueiro said,

    Pois. Mas o problema é que muitos desses professores já estão a trabalhar há diversos anos, tendo contribuído para as instituições onde leccionam, sem que as condições iniciais de contratação constituíssem problema. A questão que o Carlos levanta prende-se, de resto, com as "regras" que têm vigorado na maior parte do ensino superior. A colocação dos professores por concurso nacional, que a APEDE continua a defender, também não é isenta de problemas. Ela impede, por exemplo, que professores sem vínculo a uma dada escola, na qual tenham dado mostras de um trabalho de elevada qualidade, não possam permanecer nesses estabelecimentos de ensino, mesmo que eles e os colegas assim o desejem, quando se vêem forçados a concorrer novamente. Teria de haver aqui uma solução equilibrada, capaz de conjugar nacionais, transparentes mas cegos, com a possibilidade de que professores nas condições acima referidas pudessem renovar os seus contratos com as escolas que os desejam. Confesso que não sei como isso se poderia fazer.

  3. Anonymous said,

    Desculpem, mas a forma mais justa de contratação, a única que pode impedir critérios abusivos e prepotentes, é o concurso público.É a forma de recrutamento mais transparente e deve ser exigida para todos os cargos públicos.Quanto ao ensino politécnico, é mais outro dos embustes destas políticas educacionais à deriva: se concedem diplomas de grau superior (licenciaturas) idênticos aos das universidades, não vejo razões para abusar da semântica e não passarem a chamar-se universidades, como as que têm esse nome, regendo-se pelos mesmos critérios e exigências, nomeadamente no que toca ao corpo docente.O Carlos tem toda a razão: tive colegas de curso, autênticas "lanternas vermelhas", que passaram a docentes do politécnico apenas por cunha, e todos conhecemos a indigência do ensino de certos politécnicos devido à falta de habilitações do respectivo corpo docente. Não se podem enganar os alunos, nem premiar a mediocridade.Acabem-se com os politécnicos de vez,passem a chamar-lhes universidades e obriguem o corpo docente a ser mestres e doutorados. É que, o que está a acontecer, é que no ensino secundário, o ensino é mais exigente que em muitos politécnicos! Ora isto é uma aberração! Querem exemplos e nomes? Se for preciso eu dou e provo!


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