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Adenda a tudo o que tem sido dito sobre o acordo

Posted in Precariedade,Professores por APEDE em 10/01/2010

Importa ler o acordo agora assinado pelos sindicatos com o Ministério à luz de uma medida que o Governo está mortinho por aplicar aos professores: o fim das nomeações definitivas.

Quando isso acontecer, toda a gente perceberá que este acordo está muito longe de criar condições que protejam a classe docente da precariedade laboral que já é, hoje, a regra em tantas outras profissões.

Quando isso acontecer, perceber-se-á que as recentes alterações na estrutura da carreira e na avaliação do desempenho, quer na versão “hard” do ECD anterior, quer na versão mais “soft” que agora se anuncia, terão cumprido o desígnio de contribuir para acelerar a proletarização dos professores e a sua conversão em funcionários obedientes, veneradores e obrigados. A que se acrescentará o medo suplementar do desemprego.

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5 Respostas to 'Adenda a tudo o que tem sido dito sobre o acordo'

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  1. O dia 8 de Janeiro ficará conhecido como o dia da vergonha. Um punhado de dirigentes sindicais vendeu a classe que deveria defender por um mísero prato de lentilhas! E quando eu afixava no placar da sala de professores uma tajeta bem larga com a mensagem FOMOS VENDIDOS!!!,uma colega pergunta-me:- Estás admirado??, não foi o que esses indivíduos sempre fizeram?? Eu por mim vou já entregar o meu cartão do sindicato. Acabo já com isto.
    Aqui reflecti e tive de concordar. Soube depois que alguns desses dirigentes se têm dirigido a várias escolas no sentido de explicar aos professores as vantagens (???) deste acordo. Como é possível, meus amigos???? Ainda é preciso ter descaramentO !!!!!!

  2. Lorosae said,

    Hoje, depois de trinta e três anos de sindicalização no SPGL, decidi sem tergiversar, terminar com o tormento que me perseguia desde o memorando de “entendimento”,entregando o cartão de sócio. A recente negociação do sindicato com a actual equipa ministerial, consubstanciada no “acordo de princípios” relevou a importância da ruptura agora consumada: digamos que a vesânia e a perrice do sindicato alienaram novamente as condições da classe docente. É paradoxal que se considere a presente negociata uma vitória de “todos” quando o omnipresente bufarinheiro da pátria, ainda muito recentemente, malhava sem piedade nos professores, e narcisava-se das Suas façanhas para regozijo da mentecapta da Sua ministra Lurdes Rodrigues: e,pasme-se ou não, nomeada por Si para a FLAD em resultado da excelência meritocrática da intervenção autoritária desenvolvida junto da “corporação” docente! Ademais, que o bufarinheiro Ignorantão, não poupando os professores, capitalizou para a Sua demanda putativos comentadores, “especialistas de ocasião”, economistas, sociólogos, escritores”impacientes”, jornalistas tremeliquentes e o famigerado terrorista de cãs abundantes: tudo gente da mais elevada estirpe! Como diria Séneca,« (…) A ignorância é uma coisa vil,abjecta,indigna,servil,sujeita a variadissimas paixões». Estou descrente e pessimista; todavia, como dizia o escritor Mário de Carvalho, o pessimista é um optimista bem informado! Valha-me isto.

  3. Ricardo Silva said,

    Para estes dois colegas, que bem conheço, ambos com muitos e muitos anos de sindicalizados e um longo historial de resistência, fica o meu abraço e um pedido para que continuem sempre assim: firmes e hirtos 🙂 nas suas convicções e valores. Uma coisa é certa, e eu posso testemunhar: a estes dois ninguém dá lições de luta ou resistência!

    Força colegas, aquele abraço!

  4. Zé Manel said,

    Estive a ler o jornal da FENPROF no ponto onde Luis Lobo faz o elenco dos “outros assuntos” a ser incluidos na agenda e não vi nem a Gestão Democrática nem a recuperação de tempo de serviço roubado à classe!! Tão atentos que eles andam!!!! Aliás, ficamos a saber que o Avelãs até estava dividido. Porque seria?? Talvez a duração de 40 e tal anos de carreira custe a engolir? A tal que diziam ter uma duração razoável para eu me possa reformar no indice 370 quando tiver 80 anos. Depois acaba por admitir que a coisa nem foi assim tão boa, mas destina-se (estou pasmado) a “preparar o terreno para um acordo melhor”. O caso termina em beleza com as declarações do Paulo Videira afirmando que nem sequer devemos classificar o acordo de bom ou de mau.Pois, o que interessa é que passemos todos a fingir que este é o melhor dos mundos possíveis!! Mas afinal não exactamente isso que o pinóquio nos anda a dizer há tanto tempo??


  5. […] subordinação do ECD à famigerada Lei 12-A/2008 de 27 de Fevereiro, tal como antecipámos aqui e aqui. Para quem tivesse dúvidas, o Paulo Guinote esclareceu com este “post“, e com este, […]


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