APEDE


Do desespero à revolta?

Posted in Desespero,Rebelião por APEDE em 21/10/2010

Por enquanto, os que mais irão sofrer com a austeridade forjada nos corredores de S. Bento e nos salões de Bruxelas vivem a experiência do atordoamento, da profunda desilusão e quebra de auto-estima de quem possui já toda uma carreira de anos de trabalho com expectativas acumuladas, que se vêem agora brutalmente defraudadas, da incomensurável ansiedade e desespero perante um futuro de desemprego indefinidamente prolongado.

Por enquanto.

Serão então os portugueses os fatalistas de que fala o economista Vítor Bento (sobre o perfil moral deste senhor, ver aqui), sempre prontos a aceitar como uma inevitabilidade do destino as piores consequências de actos pelos quais não se sentem responsáveis?

Estarão, portanto, os nossos conterrâneos prontos para ser imolados no altar do fascismo financeiro?

Ou será que ao desespero se vai seguir a raiva, e eventualmente a revolta ou, pelo menos, uma violência de ampla dimensão colectiva, como se prevê aqui?

Violência capaz de gerar alternativas anti-hegemónicas?

Se assim for, cá estaremos.

 

Anúncios

Uma resposta to 'Do desespero à revolta?'

Subscribe to comments with RSS ou TrackBack to 'Do desespero à revolta?'.


  1. As interessantes análises teóricas que aqui têm surgido muito pela mão do Mário devem contribuir para aguçar a nossa consciência sobre o grave momento que atravessamos e o mais que aí vem.Assim, convém relembrar que a cruzada do sr. Sousa e seus acólitos(as) contra a Escola Pública e contra a classe docente, embora com picos de agressividade como a avaliação, o estatuto, a gestão(entretanto esquecida pelo sindicalismo-que-temos), os horários, etc, constitui em si mesmo uma guerra a sério, uma guerra permanente e de desgaste com os efeitos conhecidos e uma violência nunca antes vista.Como é óbvio, a guerra de desgaste é a que mais convém ao inimigo e menos a nós que só conseguimos acções pontuais. Daqui decorre necessáriamente que as tradicionais formas de luta adoradas pelo sindicalismo como as manifs na avenida ou o diazinho de greve liturgica se revelam completamente inócuas e só contribuem para a frustração e desmobilização. Temos portanto de usar a nossa inteligência para conceber formas mais avançadas e mais radicais, perspectivadas a um prazo mais dilatado. Mas, mais do que isso, é fundamental cuidarmos não apenas da luta em si, mas sobretudo das condições que nos permitam levá-la a cabo com possibilidades de sucesso, ultrapassando a ideia da luta apenas pela luta.Refiro-me à necessidade de implementar uma greve prolongada como única maneira de vergar o inimigo e encostá-lo à parede. Respondem os colegas que tal não é possível por sair muito caro e o vencimentos de miséria não o permitirem. E eu dir-vos-ei que SIM, que é possível!!! Temos é de construir as condições e ouso afirmar que estão bem ao nosso alcance.Claro que envolve sacrifícios! Como não??? Basta para isso guardarmos o subsídio de Natal. Tal permitir-nos-ia manter uma greve por uma, duas, três semanas a fio e a clique no poder não ia aguentar as consequências. Vamos considerar isso como um investimento no nosso futuro. Não haverá prendas? Paciência! Mas dar-nos-ia a certeza da vitória pois já estamos fartos de lutas que estão perdidas à partida. A palavra de ordem vai ser : GUARDAR O SUBSÌDIO!! E não esqueçamos que esta será a nossa última oportunidade, pois o PEC IV e o PEC V irão acabar com as veleidades do 13º mês. Força malta !!!


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: