APEDE


De regresso aos limites do pensamento partidocrático

Posted in Um pouco mais de imaginação (por favor) por APEDE em 13/11/2010

Nós até subscrevemos boa parte do que se diz neste “post” de um autor bastante respeitável.

Mas o texto em causa revela também todas as limitações de quem não consegue imaginar a acção política e a intervenção oreganizada dos cidadãos a não ser dentro do quadro apertado dos partidos políticos com assento parlamentar.

Não há mais nada na sociedade portuguesa? É que, se for assim, estamos mesmo tramados…

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2 Respostas to 'De regresso aos limites do pensamento partidocrático'

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  1. João Medeiros said,

    Durante o debate do Orçamento de Estado, Jerónimo, Louçã, Carvalho da Silva denunciaram com razão o desaforo da política governamental de impor a austeridade aos pobres para garantir os lucros dos ricos. Como se pode pedir mais sacrifícios a quem trabalha quando se deixam passar entre os dedos milhões de euros de impostos dos capitalistas? Como se pode falar em sacrifícios para todos, como se a crise fosse igual para todos? Como se pode falar em “privilégios” quando o nível salarial português é o mais baixo da Europa?
    Daí a pergunta: porquê a violência das medidas adoptadas não suscita uma reacção popular de grandes proporções?
    O problema é que a nossa esquerda realmente existente, PCP, BE, CGTP, continua a concentrar os seus esforços em explicar aos trabalhadores que esta política é má e não lhes convém. Mas isso já eles sabem, mesmo os menos politizados. Quando os governantes todos os dias apregoam que o objectivo é “cortar nas despesas”, “facilitar os despedimentos”, “criar condições apetecíveis aos investidores” – não é preciso ser um barra em política para perceber quem ganha e quem perde com este estado de coisas.
    O que falta, o que os trabalhadores não vêem, é o meio para provocar a tão falada “mudança de política”. E é isso precisamente que a esquerda não lhe diz, é aí que a sua linguagem se embrulha, se torna pastosa, sem nada concreto a que as massas se possam agarrar.
    Os partidos de esquerda não estão de modo algum à altura da gravidade da situação e da resposta exigida. Prosseguem no ramerrame das negociações, das iniciativas parlamentares e mediáticas, dos protestos verbais, das concentrações com hora marcada, quando se impunha ir directamente às massas lá onde é mais aguda a sua situação, apelar à luta, acusar o sistema, convidar os trabalhadores a tornarem o regime ingovernável enquanto seguir este rumo. Claro, seriam alvo de imediato de um coro raivoso de acusações de “antidemocráticos”, que “não respeitam a livre opção dos cidadãos”, veriam os seus militantes ser detidos pela polícia, arriscar-se-iam a perder votos na próxima eleição, perderiam decerto simpatias nas classes médias. Mas mostrariam finalmente à massa trabalhadora que podia contar com uma vanguarda disposta a guiá-la para a luta. E aí acabaria o sentimento fatalista de impotência.
    Ao nível do governo e do parlamento, das regras do jogo escolhidas pelos que mandam, o problema é insolúvel. Só se resolverá se intervier uma força exterior às instituições. Esse é o rumo que o PCP e o BE há muito rejeitaram, porque ameaçaria a sua política de adaptação, integração e compromisso, como oposição dentro do regime, quando é necessária uma oposição ao regime.
    A evolução do PCP e do BE vem abrindo um espaço à esquerda que precisa de ser preenchido. Todos os problemas do nosso país confluem num único: temos em Portugal um movimento democrático reformista, pequeno-burguês, não uma corrente comunista proletária. É essa que se impõe construir.


  2. É lamentável que ainda hoje se queira regressar à estafada terminologia do antigamente para criticar a actualidade. Há pessoas que preferem ficar paradas no tempo.Já há muito que diversos teóricos de esquerda constataram que o proletariado se aburguesou definitivamente, ou dito de outro modo, que o ideal burguês permeou toda a sociedade, mesmo os níveis mais baixos, de modo que o termo perdeu todo o significado e é hoje perfeitamente esvaziado de sentido nos termos que já teve.


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