APEDE


Censos 2011: um nojo

Posted in Coisas que não dá para acreditar por APEDE em 23/03/2011

Vários bloggers estão a denunciar um “detalhe” assaz significativo na forma como os responsáveis pela definição dos conceitos do Censos 2011 entenderam definir a noção de «sem abrigo». Ora vejam a linda prosa que pode ser encontrada aqui:

População sem-abrigo 

Considera-se sem-abrigo toda a pessoa que, no momento censitário, se encontra a viver na rua ou outro espaço público como jardins, estações de metro, paragens de autocarro, pontes e viadutos, arcadas de edifícios entre outros, ou aquela que, apesar de pernoitar num centro de acolhimento nocturno (abrigo nocturno) é forçada a passar várias horas do dia num local público. Está nesta última situação a pessoa que, apesar de poder jantar e dormir num abrigo nocturno, é obrigada a sair na manhã seguinte.

Ficam assim excluídos do conceito de pessoa sem-abrigo:

– As pessoas a viverem em edifícios abandonados;   

– As pessoas que, não tendo um alojamento que possa ser classificado de  residência habitual, no momento censitário estavam presentes em alojamentos colectivos como hospitais, centros de acolhimento com valência residencial, casas de abrigo, etc…

– As pessoas que, apesar de não terem uma residência habitual, no momento censitário se encontravam em alojamentos de amigos ou familiares;

– As pessoas a viverem em abrigos naturais, por exemplo grutas.

 

 Tendo em conta que, de acordo com as referidas definições do Censos, o «momento censitário» corresponde às 0 horas do dia 21 de Março, infere-se que para os génios do INE uma pessoa que, nesse específico momento, estivesse debaixo de um tecto qualquer, não é «sem abrigo». Mas o que é mais espantoso é o tipo de tectos: pode ser o de um prédio abandonado e até de uma… gruta!!!!

E que tal enfiarmos toda a canalha que nos tem (des)governado, mais uma boa parte dos deputados da nacinha, os membros dos conselhos de administração dos bancos portugueses e, já agora, os fulanos do INE que definiram o Censos 2011, na gruta mais funda que possamos encontrar?  

 

 
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Uma resposta to 'Censos 2011: um nojo'

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  1. […] Ler o resto. […]


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