APEDE


Outra coisa, também ela evidente

Posted in Contra a miopia analítica por APEDE em 20/04/2011

É muito provável que o caminho futuro, mais próximo do que poderemos pensar, seja a renegociação e até o “perdão” parcial da dívida da Grécia, da Irlanda e de Portugal por parte dos seus credores internacionais.

Isso acontecerá, todavia, não por uma ousada iniciativa dos governantes desses países, nem pela pressão exercida por grandes movimentos de massas que neles se constituíram (os quais só vimos despontar na Grécia e que depressa se esfumaram no desânimo generalizado). Acontecerá simplesmente porque os credores e os gnomos políticos que dirigem a União Europeia se aperceberam de que a queda no abismo dos “PIGS” e o aumento exponencial do seu endividamento, como efeito da recessão resultante das políticas «austeritárias», poderia arrastar consigo outras economias da Europa, ameaçar a própria existência do euro e, por conseguinte, criar uma onda de choque que acabaria por atingir a Alemanha. Não é por acaso que as vozes mediáticas do liberalismo começam agora a virar o bico ao prego e a defender o que há pouco tempo seria considerado impensável à luz dos dogmas dominantes.

E, contudo, uma renegociação da dívida feita, eventualmente, por iniciativa dos credores e não dos Estados por ela asfixiados só será, para nós, uma meia boa notícia. Porque, uma vez mais, nos deixaremos ficar à mercê dos caprichos da alta finança internacional – que é quem manda hoje nos «destinos europeus»…

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