APEDE


Antes de Abril – 2

Posted in Para recordar (sempre) por APEDE em 24/04/2011

Entre 1943 e 1946, Artur Faria Borda, já mencionado no “post” anterior, desdobrou-se em várias tentativas para obter uma amnistia que abrangesse os marinheiros que se encontravam presos no Tarrafal por terem participado na Revolta dos Marinheiros de Setembro de 1936 contra a ditadura de Salazar.

Sabia-se que tais esforços dificilmente seriam coroados de êxito. Salazar e a hierarquia militar sempre votaram a esses marinheiros insurrectos – para mais, comunistas – uma raiva nunca desmentida.

Mostramos, a seguir, documentos que revelam algumas das respostas que as petições de Artur Faria Borda, em conjunto com os familiares de outros detidos, suscitaram da parte de várias instâncias. Começamos pela carta de resposta de Ramiro Valadão, então director do “Diário Popular” (e mais tarde director da RTP). Na sua frieza lacónica, ela exemplifica bem o lado serventuário dos “jornalistas” alinhados com a ditadura:

Duas respostas de 1946, emanadas da Presidência do Conselho – ou seja, do próprio Salazar -, dispensam comentários adicionais:

Mais interessante, porque exemplificativa de uma “conversa da treta” por parte de uma alta figura do regime, é a resposta escrita em Março de 1943 por Alberto dos Reis, então Presidente da Assembleia Nacional (órgão a que presidiu entre 1934 e 1945):

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