APEDE


Sem vermelho, sem multidão

Posted in Mais uma para o «Leitor» ficar chateado por APEDE em 06/05/2011

O título deste “post” é uma piscadela de olho (muito erudita) com isto.

Mas destina-se, sobretudo, a rimar com este “post” de Luís Rainha, que vai ao encontro de muita coisa que temos dito aqui sobre o esvaziamento (o auto-esvaziamento) da nossa esquerda.

14 Respostas to 'Sem vermelho, sem multidão'

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  1. Leitor said,

    Oh admiráveis criaturas da APEDE, paradas no tempo!
    Estamos em 2011.
    Não vai haver nenhum Congresso dos GDUP’s

    Nem Otelo irá à presidência

    Acordem!

  2. Leitor said,

    O leitor não se chateia.
    Mas gostava de ver o seu comentário libertado.

  3. APEDE said,

    Já está libertado. Nem percebemos por que é que o sistema o bloqueou. Agora o que não alcançamos é o que é que as “comparações” do «Leitor» têm que ver com o conteúdo do “post” e, em particular, com o que o Luís Rainha afirma. Isso é que vale a pena discutir. O resto é só ironia, mas nós sabemos que há certas pessoas com sentido de humor assaz limitado…

  4. APEDE said,

    Já agora, fica aqui este link para se avaliar as nossas profundas afinidades com o Otelo:
    https://apede08.wordpress.com/2011/04/20/cada-pais-tem-os-che-guevaras-que-merece/

  5. Leitor said,

    Claro que não há afinidade com o Otelo de 2011.
    A expressão chave do meu curto comentário é “parados no tempo”.
    Vou tentar explicar-me melhor, dentro das minhas limitações.

    A ligação com o otelismo começa logo com o link que é feito para o GAC e o Alerta (hino da UDP e dos GDUP’s em 75-76)

    São várias as afinidades entre alguns dos últimos posts da APEDE e o projecto “revolucionário” dos GDUP’s e de Otelo em 1975-76:
    1. A mesma concepção de sobrevalorização das organizações populares de base em detrimento dos partidos e dos sindicatos
    2. O mesmo voluntarismo e a mesma incapacidade de analisar objectivamente situações concretas
    3. A mesma dificuldade em definir o inimigo principal e a mesma acção desagregadora da esquerda consequente

    Vejam-se os posts:
    https://apede08.wordpress.com/2011/04/25/memorias-de-abril-uma-estranha-coisa-chamada-%c2%abpoder-popular%c2%bb/

  6. APEDE said,

    Você, caro Leitor, devia ser metido em formol e exibido num museu. Perdão. Você já está metido em formol. Que alguém consiga manter, em pleno século XXI, o mesmo tipo de blá-blá dogmático e vazio saído dos manuais do marxismo-leninismo mais requentado, incapaz de encerrar um único argumento – cada um dos três pontos que você apresenta são a negação de qualquer possibilidade de discussão e a recusa em encetá-la -, é algo que seria risível se não fosse, de facto, dramático. «Sobrevalorização das organizações populares de base»? «Voluntarismo»? «Analisar objectivamente situações concretas»? Poramordedeus! Vá-se matricular num curso de epistemologia para ver se, ao menos, consegue arejar essa cabecinha!

  7. APEDE said,

    Ainda por cima, o «Leitor» (que nick mal empregado!) ainda tem a lata de ilustrar o seu último comentário com um “post” onde nos limitámos a percorrer alguns exemplos do que foram certas iniciativas populares no período de 1974-75 e onde dissemos que o estudo dessa realidade está, em grande medida, por fazer. Será que você vai negar que essa realidade existiu e que ela constituiu uma experiência riquíssima e empolgante do ponto social, político e até cultural? Homem, isso nem as mentes mais crispadas do PCP fazem!

  8. Leitor said,

    Estimáveis múmias da APEDE:
    Vou responder aos vossos comentários insidiosos sem distorcer os factos, nem desconversar (especialidade vossa).
    1. Não nego que as experiências de poder popular em 75-76 foram valiosas e, em muitos casos, empolgantes. Critiquei a sua sobrevalorização e aproveitamento pelo radicalismo esquerdista que procurou voltar essas organizações contra os sindicatos e contra o PCP.
    Para citar só um exemplo, lembro que o COPCON, em documento de 13 Ago75, definia as organizações populares de base como verdadeiros órgãos do poder político e que no período de transição até à realização da Assembleia Nacional Popular, o poder seria exercido por essas organizações junto com o MFA e as organizações verdadeiramente revolucionárias (entenda-se GDUP’s e UDP). A analogia que a APEDE faz com o poder dos Sovietes é despropositada, mas revela a perspectiva da APEDE nessa matéria.
    2. O voluntarismo e a acção divisionista estão patentes na prática da APEDE desde a sua criação. Sendo estes aspectos largamente conhecidos e documentados, dispenso-me, para já, de os enumerar. O mesmo em relação à dificuldade de análise de situações concrectas.
    3. Frequentaria, de novo, um curso de epistemologia, pois tenho muito que aprender. Entretanto, como esses cursos só são dados (que eu saiba) na Nova e na Lusófona e não me oferecem garantias de qualidade científica, continuo a fazer uso das velhas cadeiras de Teoria do Conhecimento da Faculdade de Letras e de algumas leituras.
    4. As observações que fiz sobre 75-76 não são retiradas dos manuais de marxismo-leninismo, mas da reflexão sobre a participação nesse processo, enquanto outros colecionavam auto-colantes.

  9. APEDE said,

    É sintomático que, no final de toda esta desconversa com o Leitor, o essencial que motivou este “post” – as considerações de Luís Rainha sobre o estado da esquerda em Portugal – permaneça por discutir. Infelizmente, compreende-se. Para uma parte da esquerda, com o PCP à cabeça, não há nada para discutir. Está tudo bem, a prática do PC está garantida pela infalibilidade da “razão histórica”, os sindicatos por ele controlados têm uma prática irrepreensível, e, portanto, se a esquerda está em retracção neste país e se o PC continua numa erosão lenta, tal se deve apenas aos erros dos “outros” – os “divisionistas” da APEDE, da extrema-esquerda, do BE, etc., e as “massas”, que continuam ceguinhas sem querer ver o poço de virtudes que reside na verdadeira e única esquerda de Portugal. Os defeitos estão sempre no vizinho. Assim, sem qualquer esforço de auto-crítica, entrincheirada no sectarismo e no autismo, a esquerda portuguesa – e o PCP em particular – vai caminhando de derrota em derrota, até à derrota final. Disto tudo sobra apenas muita fé. Como em Fátima.

  10. Leitor said,

    As considerações de Luís Rainha sobre a iniciativa de protesto são idênticas às que o Ricardo Silva costuma fazer sobre as acções da Fenprof (vigílias, concentrações junto ao ME) em que participa para ter “legitimidade” de apresentar as suas concepções derrotistas.
    Um filme muito visto, portanto.

    Mas não deixa de ser sintomático que a hipercrítica APEDE tenha observado com tanto pormenor uma iniciativa não divulgada na comunicação social e às 17.00 de um dia de semana e não tenha reparado na manifestação do 1º de Maio.
    Quem lesse só os posts da APEDE, jamais saberia que se realizou.
    Opções.

    Um dia destes, havemos de conversar sobre a “alternativa” pós-moderna dos movimentos sociais.

  11. APEDE said,

    Claro, porque as acções da Fenprof e a iniciativa referida pelo Luís Rainha são sempre de uma enorme eficácia! Continua a estratégia da avestruz, encantada com o que vê quando a cabecinha está enterrada na areia…

    • maria said,

      Fiquei triste com o que vi no 1.º de Maio…E a preocupação aumentou. Divisão, fraca adesão e o que parecia ser uma procissão sem fé e sem um factor aglutinador.
      Continuou-se a perder um momento de denúncia do caminho que a Europa está a prosseguir. Bem ameaçador!

  12. APEDE said,

    Maria,

    Não diga isso, pois o “Leitor” jura a pés juntos que este 1.º de Maio juntou mais gente que em 1974.


  13. Estimado Leitor,

    Já lhe expliquei, por diversas vezes, o meu ponto de vista sobre a forma como a FENPROF conduziu (mal) as negociações e a luta. Os resultados estão à vista de todos. Não adianta sequer perder mais tempo com quem se recusa a ver o óbvio e continua a procurar justificações para o injustificável. Ainda assim, deixe-me dizer-lhe que está muito desactualizado em relação à minha participação nas acções de “luta” da FENPROF (onde os zecos lutam e os dirigentes fazem de conta). Essa fase de ingenuidade já passou há muito. Agora só vou às lutas organizadas/convocadas por quem quer mesmo lutar. Não estou interessado em “legitimar” coreografias vazias de conteúdo e claramente insultuosas para com os professores. Pelos vistos, já não poderei criticar, com “legitimidade”, as iniciativas da FENPROF ou as “concepções vitoriosas” da sua clique de fundamentalistas. Paciência, temos pena. Acredite, caro Leitor, que nem por isso deixarei de exercer a crítica, sempre que considerar oportuno e justificado.


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