APEDE


Bocejo antecipado

Posted in Eleições por APEDE em 03/06/2011

E pronto. Tudo se conjuga para que, no Domingo, o «bom povo português» se esteja a preparar para correr (de vez?) com Sócrates e toda a sua tralha, e para pôr no governo, em seu lugar, a dupla Coelho-Portas. Sai Dupond. Entra Dupont.

Um Dupont que, aliás, só vai ter o trabalho de ver como aplica o programa, já escrito por outros, de governo. Um Dupont que, no mínimo, vai estar aflitinho por cumprir os prazos que os novos colonizadores deste sítio chamado «Portugal» impuseram.

O resto virá a seguir. E o resto é fácil de adivinhar. Chama-se «Grécia», e é só ver quanto tempo demora para «nos vermos gregos».

Perante cenário tão deprimente, esperamos que, ao menos, os professores que apostam na vitória do PSD contra Sócrates tenham o pudor (e o bom senso) de manter as garrafas de champanhe devidamente rolhadas quando os resultados forem anunciados no dia 5.

É que, perante tudo o que vem aí, a derrota de Sócrates será apenas uma nota de rodapé.

9 Respostas to 'Bocejo antecipado'

Subscribe to comments with RSS ou TrackBack to 'Bocejo antecipado'.

  1. Leitor said,

    Já desconfiava que a APEDE tinha ido a banhos…
    Tenho um comentário bloqueado desde ontem de manhã.

  2. Mário Machaqueiro said,

    Não há qualquer comentário pendente ou bloqueado.

  3. Leitor said,

    Então extraviou-se. Tinha um link para o blog agualisa e era um comentário ao post de 17/5, em que a APEDE seduzida à verborreia anarquizante do João Tunes dizia subscrever as considerações do autor.
    O link remetia para outro post de 31 de Maio, “Utilidade e sondagens” em que o mesmo João Tunes já diz que afinal vai votar útil no BE, que antes tinha adjectivado de
    “esperança estúpida feita de cartolina colorida das esquerdas radicais”.

  4. Mário Machaqueiro said,

    E então o que é melhor? O João Tunes «anarquizante» ou o que vai votar no BE?

  5. Leitor said,

    O segundo, apesar de tudo.
    Dizia o Ramalho Eanes que os votos não têm cheiro.

  6. roma maria said,

    O Dumont que sai(?) no domingo devia desaparecer da cena política. Foi uma das maiores nódoas negras da história deste país. Do Dumont que vai entrar(?) não espero nada mas pelo menos mostra mais respeito pelas pessoas que o seu antecessor.

  7. Mário Machaqueiro said,

    O Passos Coelho tem um perfil mais simpático, é verdade. Mas de simpatia e falinhas mansas está o inferno cheio. Se tivermos de aferir o respeito pelas pessoas em termos políticos, isto é, em função das políticas concretas que se pretende instituir – e não em quantidade de sorrisos e palavras afáveis -, não me parece que Passos Coelho se safe muito bem no teste…

  8. teodoro said,

    E votar no falinhas e desmentidos mansos é votar na privatização do ensino, em anexo. Ou estarei muito enganado?

  9. Mário Machaqueiro said,

    Posso estar a ver mal o filme, mas não me parece que haja, neste momento, condições no país para se avançar no sentido dessa privatização do ensino com que os liberalóides há muito sonham. É que essa provatização pressupõe uma classe média com poder de compra que lhe permita tornar-se cliente do tal ensino privado. Ora, o que as políticas vigentes e as que a “troika” cozinhou trazem no bojo é a destruição da classe média em Portugal, com a concentração da riqueza nas mãos de uma minoria já consideravelmente remunerada. Por isso, o que antevejo é uma crise em muitos dos colégios privados actuais. Há muito boa gente que tem os seus filhos nos Maristas, nos Salesianos ou no Colégio Moderno e que não pertence propriamente à alta burguesia. São pessoas de rendimentos médios que, até agora, têm conseguido fazer um esforço para manter a respectiva prole nesses estabelecimentos de ensino. O que vai acontecer quando os seus rendimentos sofrerem decréscimos acentuados? E quando o desemprego (como já está a ocorrer nalguns quadros de empresas) lhes bater à porta?
    De resto, é bastante sintomático que o grande combate que o ensino privado tem travado recentemente seja precisamente o da manutenção dos contratos de associação, ou seja, dos apoios do Estado. Isso diz tudo sobre as condições para que, em Portugal, possa haver um ensino particular efectivamente autónomo, que não dependa da muleta dos financiamentos estatais. Sucede que, nos tempos mais próximos, a torneirinha do dinheiro vai estar sequinha de todo.
    Como disse, posso estar a ver mal o filme, mas não creio que os anos que aí vêm sejam de grande futuro para negócios privados com a educação neste país. O último que aí está é o da Parque Escolar, e mesmo esse vai sofrer, provavelmente, uma grande volta…


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: