APEDE


No alarms and no surprises

Posted in Tudo bem no "melhor dos mundos" por APEDE em 28/07/2011

Nada de novo na frente ocidental.

O PSD e o CDS arrumaram, numa nota de pé de página do debate parlamentar, uns projectos para a suspensão da ADD, apresentados pelo PCP e pelo BE, os quais também não eram para levar muito a sério.

Entretanto, num dos países da Europa com maiores desigualdades sociais e onde o governo está empenhado em tornar os pobres ainda mais pobres, em aumentar o desemprego, em destruir toda a rede estatal de protecção social, ficamos a saber que as dificuldades, quando nascem, nunca são para todos: os 25 mais ricos de Portugal têm razões de sobra para sorrir.

E nós, os outros, os que são muitos e não sabem o que fazer com isso, lá vamos cantando e rindo, na nossa anestesia quotidiana.

Sem alarmes, nem surpresas, vamo-nos afogando lentamente.

A heart that’s full up like a landfill
A job that slowly kills you
Bruises that won’t heal

You look so tired and unhappy
Bring down the government
They don’t, they don’t speak for us
I’ll take a quiet life
A handshake of carbon monoxide

No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
No alarms and no surprises
Silent, silent

 

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3 Respostas to 'No alarms and no surprises'

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  1. fjsantos said,

    Pois é, meus caros,
    adaptando o que dizia o outro a propósito de eleições e economia, isto não tem nada a ver com questões de ordem técnica – http://fjsantos.wordpress.com/2011/07/28/its-politics-stupid/

  2. Fernanda said,

    Só para dizer que não estou anestesiada pelo quotidiano.

    Ai, os “plurais”!
    Ai, os ais de Portugal!

  3. Fernanda said,

    Entretanto, existem novas leis laborais. A tal de flexibilidade laboral que criará mais investimento, maior productividade e mais riqueza para distribuir na sociedade.

    E, também, mais emprego, dizem.

    “Para que todos tenham emprego, é preciso que todos percam direitos laborais”, leio e escuto.

    Sabe-se que as grandes fortunas, não obstante a crise, continuam a aumentar.

    Eu não confio nisto. Seria tão mais fácil e cómodo confiar. Mas eu não consigo!

    “Sem alarmes, nem surpresas, vamo-nos afogando lentamente.”

    Há quem queira tirar-me a bóia e o colete de salvação. Será que me vou afogar?

    Confiar por confiar, confio mais no slogan “Há mar e mar. Há afogar e não afogar!”


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