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Colocações nas escolas TEIP: injustiças que urge denunciar e corrigir!

Posted in Concursos,Contratados e Precariedade,Escolas TEIP,Injustiças por APEDE em 23/08/2011

Num ano em que largos milhares de contratados, em muitos casos com mais de 10 anos de serviço, poderão sentir na pele o espectro e a realidade do desemprego, ou a quase certeza de horários incompletos, é preciso que se diga que para alguns, com muito menos anos de serviço, e com graduação profissional muitíssimo inferior, tudo está no melhor dos mundos e a renovação de contrato (nas escolas TEIP) mais que garantida, tendo mesmo partido para férias com essa absoluta (e tranquilizante) certeza no bolso. São situações de flagrante injustiça que nos levam a considerar urgente e inadiável uma alteração nas regras de concurso/critérios de selecção nas TEIP ou, pura e simplesmente, a sua inclusão nos concursos nacionais para satisfação das habituais (e falsamente rotuladas) necessidades “residuais”.

Para melhor compreensão do que afirmamos, relatamos de seguida uma história concreta, que é apenas um caso entre tantas e tantas situações idênticas que urge denunciar e corrigir:

A Rita e a Sara tiraram ambas o mesmo curso, com médias finais muito semelhantes. A Rita tem 34 anos e a Sara 29. A Rita terminou o curso há 11 anos e a Sara apenas há 6. A Rita começou a leccionar assim que acabou o curso e, mesmo tendo que saltitar de escola para escola, foi sendo sempre colocada, nos últimos anos com horário completo. A sua graduação profissional ultrapassa os 21 valores. A Sara não conseguiu colocação, nem sequer em substituições, nos primeiros anos pós-licenciatura. No final do ano lectivo 2008-09 conseguiu, finalmente, uma substituição por alguns meses, passando assim a concorrer em primeira prioridade. Logo no ano seguinte, em Setembro, em oferta de escola, e já após os concursos nacionais (necessidades residuais) – onde não foi colocada – acabou por conseguir um horário completo, numa escola TEIP. Tinha poucos meses de serviço e uma graduação profissional muito, mas mesmo muito, inferior à da Rita. No ano seguinte, precisamente por estar numa escola TEIP, o seu contrato foi renovado, e garantido previamente, através do 1º critério de selecção de 99% das TEIP: “docente que tenha leccionado no Agrupamento no ano lectivo anterior”. A graduação profissional vem quase sempre no final da lista. A Sara foi para férias absolutamente descansada, pois já lhe tinha sido comunicada a decisão de renovação. Tinha 1 ano e alguns meses de serviço. Naturalmente, na abertura dos concursos (oferta de escola) para TEIP, concorreu à mesma escola e através do tal critério de selecção o seu contrato foi tranquilamente renovado. O mesmo vai acontecer este ano. O mesmo irá acontecer no próximo ano, e no próximo, e no próximo ainda. E irá acontecer enquanto o Director da escola puder decidir qual é o critério de selecção dos professores. E enquanto a Sara quiser renovar. Nem a reorganização curricular, deste ano, a atingiu. Para ela continuou a haver horário. Vai para o 3º ano com horário completo. Começou com apenas alguns meses de serviço e sem qualquer experiência prévia em escolas TEIP.

Agora vamos ver o que aconteceu à Rita.

No ano em que a Sara foi colocada na escola TEIP, pela primeira vez (2009-10), a Rita (e outros milhares de contratados como a Rita) foram IMPEDIDOS de concorrer às TEIP. O concurso para as escolas TEIP, no final do ano lectivo anterior, foi apenas para afectação a quadro e só os QZP ou QE é que puderam concorrer. O argumento do ME era a necessidade de dotar essas escolas de profissionais bastante experientes. Ora a verdade é que muitas dessas vagas ficaram por ocupar, pois muitos dos mais experientes (QZP e QE) optaram por não concorrer para as TEIP e os contratados, como a Rita, foram IMPEDIDOS de o  fazer. Por este motivo, os horários sobrantes (e foram muitos) tiveram de ser sujeitos a oferta de escola, em data posterior às colocações para necessidades residuais (conhecidas a 31 de Agosto). Obviamente, a Rita já tinha concorrido, como habitualmente, e foi colocada a 31 de Agosto. As ofertas de escola para as TEIP só surgiram depois disso, em Setembro, e a Rita já tinha entretanto sido colocada numa escola não-TEIP.

Dois anos volvidos, a Sara soube, em Julho último, que ia continuar a leccionar na mesma escola TEIP, onde está há dois anos. Não foi grande novidade, pois já esperava por isso. Foi de férias absolutamente tranquila. Recorde-se: a Sara tem apenas 2 anos e alguns meses de serviço.

A Rita soube, também em Julho passado, que não teria qualquer hipótese de renovar contrato na sua escola, pelos efeitos da recente reorganização curricular e pela indefinição face ao arranque de turmas EFA. Enfrenta, talvez como nunca, o espectro do desemprego. Muito dificilmente terá um horário completo. Mas tem muito mais anos de serviço do que a Sara e uma graduação profissional muito superior. Na lista de graduação do seu grupo de recrutamento, que é o mesmo, a Rita está cerca de 1300 lugares à frente da Sara. Azar dos azares: há poucos anos atrás deu aulas numa escola que hoje é TEIP, tendo portanto experiência profissional, conhecimento do meio e das  problemáticas que envolvem os alunos destas escolas.

A Rita não teve sorte.

A Sara (após uns primeiros anos sem colocação) teve a sorte do ME só querer nas TEIP professores muito experientes, professores dos quadros. Mas depois, em Setembro, com inúmeros horários por preencher, já puderam concorrer os menos experientes. E mesmo os que não tinham experiência nenhuma. Por isso (e dado que a maioria dos contratados, com mais anos de serviço, obteve colocação a 31 de Agosto – caso da Rita), a Sara conseguiu ficar numa TEIP, em oferta de escola. Com apenas uns meses de serviço.

Ambas foram avaliadas neste ano lectivo (2010-11). Ambas tiveram Excelente (num modelo de ADD que surgiu para distinguir o mérito, correcto??!)🙂 Como é óbvio, não duvidamos da qualidade, dedicação e empenho profissional das colegas. Não é isso que está em causa. Mas a verdade é que, ironia das ironias, a Rita corre o risco de ficar desempregada, ou ter apenas um horário incompleto, exactamente no ano em que,  farta de se ver ultrapassada por colegas “asteriscados”, solicitou avaliação completa e obteve um Excelente- que perfeita e irónica distinção do mérito confere este sério e justo (??!) modelo de ADD. Ao fim de vários anos, em que não teve necessidade de o fazer, voltou a concorrer a todo o país. Recorde-se: a Rita dá aulas há 11 anos. A Sara, apenas com 2 anos e alguns meses, e cerca de 1300 lugares atrás da Rita na lista de graduação, tem a renovação de contrato garantida, com horário completo, como já teve o ano passado, e como terá nos próximos, graças aos critérios de selecção feitos à medida. Teve sorte. Muita sorte mesmo. Ficou colocada numa TEIP e na altura exacta.

Agora imaginem o que poderá acontecer quando (e se) acabarem os concursos nacionais e for tudo decidido pelos senhores directores ou pelas autarquias.

NOTA: A situação que aqui descrevemos é verídica e absolutamente factual, excepção feita aos nomes das colegas.

34 Respostas to 'Colocações nas escolas TEIP: injustiças que urge denunciar e corrigir!'

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  1. Mariana said,

    Só uma real União de todos os professores poderia impedir este estado de coisas.
    Por exemplo, greve geral no arranque do ano lectivo.
    Se fizessem requisição civil, como em 2005, será que seria possível faz~e-la portempo indeterminado ? A requisição civil não é só para alturas de emergência (como foi o caso, em 2005, de a greve ter sido convocada para a época de exames )?
    Não sei.
    O que sei, que vi, senti e sofri na pele é que os professores não são, nunca foram nem serão uma classe.
    Postas as presenças nas manifs de 2008 de muitos colegas que nunca tinham aderido a uma greve – e que furaram a de 2005, assinando às escondidas para evitar que se soubesse que eram fura-greves, o que não foi conseguido… – o que vi foi esses colegas, em total conivência com a tutela e com a postura de alguns directores que não quero qualificar, concorrerem a tudo o que acavaba em “ores”, coordenadores, avaliadores, e outras acabadas em qualquer terminação que lhes desse “prestigío” (aspas porque eu, por exemplo, os desreito totalmente).
    Perante esta realidade que é , infelizmente, a nossa, não sei o que dizer que possa levar à mudança deste estado de coisas.
    Desde 2003 que estou no antigo 10º escalão, antigo topo da carreira.
    Pedi a reforma antecipada, agurado dferimento, por me ser impossível conviver com a hipocrisia, o autoritarismo e a ascensão de muitos dos piores aos tais postos de “general”.
    Lamento profundamente este meu discurso derrotista.
    Mas, mais do que nunca, há professores de “1ª categoria” e de 4ª e 5ª categorias, senão mais.
    Não vejo união possível…
    Nem vejo que a adesão a uma greve geral ao início do ano lectivo fosse possível.
    Desculpem este meu discurso profundamente desencantado.
    Ah ! Acrescento que as atitudes de alguns professores contratados também me metem nojo : fazem de tudo, incluindo dispôr-se a vigiar professores mais velhos e a apresentar queixinhas ao director . Colocam-se incondicionalmente ao serviço, a pior acepção da palavra, de alunos e EEs , são os “profs porreiros”…
    MJ

    • roma maria said,

      Colega Marian
      Peço desculpa pelo abuso, mas foi para a reforma com qtos anos de serviço e de idade? A penalização foi significativa?
      É que eu também já não aguento muito mais.


  2. […] Colocações nas escolas TEIP: injustiças que urge denunciar e corrigir! […]

    • SIlvia said,

      Há muito tempo qeu já acho um ainjustiça essa autonomia das escolas TEIP. O ano passado liguei para uma escola a saber porque é que uma colega que tina acabado o curso Há 2 anos tinha conseguido a colocação e eu que já estava há 5 anos a trabalhar sempre com horários incompletos não consegui. A escola apenas me respondeu que ela tinha autonomia para fazer o qeu quisesse e para ser paciente…. PACIENCIA???? ACabei o curso há 7 anos, há 7 anos que tenho paciencia…Estou farta dessa injustiça toda. Os professores deveriam exigir que essas horas também estivessem em concurso. MAs não ninguem pensa nos contratados estão mais preocupados com os efectivos. Sim esses coitadinhos a única preocuação é a avaliação.

      • nilza said,

        concordo com a colega!

  3. Rui Ferreira said,

    Assunto muito importante que está por resolver.
    Um autêntico atropelo à justiça.
    Já para não falar das nomeações dos técnicos que o TEIP comporta.
    Quem é a Psicóloga? É a filha do… COINCIDÊNCIA.
    Quem é a Socióloga? É a esposa do… COINCIDÊNCIA.
    Quem é o Nutricionista? É irmão da… COINCIDÊNCIA.
    (…)
    Qualquer dia isto não tem por onde se lhe possa pegar.


  4. Caro Rui Ferreira,

    No post só estamos a levantar a pontinha do véu… e o que escreve levanta ainda mais questões. Mas deixemos isto continuar… que o pior ainda estará para vir: se as colocações começarem a ser, a nível nacional, por “ajusto directo” entre Director e candidatos, aí então teremos o circo completamente montado…

    Nas TEIP, este ano, há directores que indicam a entrevista telefónica como um dos critérios de selecção. Sempre é mais honesto… desse modo os colegas incautos escusam de ir à escola perder tempo. Enfim…

  5. luis said,

    Boa noite,
    li atentamente os comentários dos colegas e percebo a injustiça que sentem, mas há que esclarecer certas coisas. 1.º as Teip não renovam contratos, ao contrário das outras que podem fazer isso. É injusto uma teip dar prioridade ao candidato do ano anterior mesmo que tenha uma graduação inferior a muitos mas acho mais injusto terem renovado contratos nas escolas “normais” a colegas colocados em Dezembro, com graduações a rondarem os 13 e 14, enquanto que muitos como eu, com graduações acima dos 22 não vimos o nosso contrato renovado. Como devem perceber trabalho numa teip e não considero que esteja a ocupar o lugar de alguem mais graduado pois tenho uma graduação alta e acima de mim na lista estão colegas que só concorrem para a escolinha ao lado de casa e muitos são do norte, enquanto que eu estou em lisboa. A maior parte desses colegas com graduações de 30 e 40 decerto não quereria vir pra lisboa para um bairro social trabalhar. Portanto acho que mereço a colocação que obtive nesta escola Teip assim como os meus colegas que lá estão, o menos graduado tem 18 e tal. A minha escola não é um bom exemplo para ilustrar a situação acima descrita, pois temos todos graduação para estar onde estamos e muitos de nós ficámos colocados em Agosto e desistimos para ir para esta Teip. Por fim quero salientar que muitos colegas invejam e reclamam de outros que estão nas teip mas o certo é que vi muitos colegas serem colocados nas teip e depois rescindiram contrato porque não aguentavam a pressão e não estavam para trabalhar naquelas condições. Portanto, acho muito bem que as escolas escolham as pessoas que provaram, no terreno, que são bons profissionais, que vestem a camisola pela escola e não têm problema em trabalhar num bairro problemático. Acho bem que essas pessoas sejam reconduzidas para continuarem o seu trabalho ao invés de estar lá um mês e rescindir contrato. Portanto, não generalizem a questão das teip. há coisas bem mais injustas no nosso sistema como quotas, isenção se avaliação de alguns, muito bom e excelente a torto e a direito , etc. Espero que um dia este concurso nacional da treta acabe e que cada escola passe a escolher os seus candidatos pelo seu mérito e profissionalismo. Claro que tem de ser um processo claro e justo não com cunhas e amizades. Tenho esperança disso.

    • Margarida Ribeiro said,

      Pois é caro Luís, para si convém-lhe o que está a acontecer nas TEIP, porque conseguiu um lugar. Se estivesse de fora certamente que era contra. Pois eu também tenho graduação de 20 e nunca consegui colocação por contratação de escola, devido aos seus critérios. E quando vou ver quem foi colocado, qual não é o meu espanto e vejo gente sem tempo de serviço ou com meses a ser colocado. Será que é um bom profissional? Como é que a escola escolheu uma pessoa com tão pouco tempo de serviço? Deve ser dos seus lindos olhos! É claro que algumas TEIP colocam os professores pela graduação, mas isso é uma minoria. Antes das TEIP terem autonomia, qualquer pessoa era colocada em TEIP e não era preciso ser especial de corrida para fazer um excelente trabalho. Porque antes as pessoas eram colocadas pela sua graduação profissional. E para isso tiveram que, durante anos, leccionar longe, para terem tempo de serviço e a sua graduação subir. Infelizmente isso agora não conta. Não interessa se tem 20 ou 25 de graduação para muitas TEIP. É muito triste isso realmente. O que vale a muita gente é ser colocado na bolsa de recrutamento, porque nas TEIP nunca conseguirá. E para que saiba, também trabalhei muitos anos em lisboa para ganhar tempo de serviço, também estive em escolas complicadas e sempre dei o meu melhor, mas infelizmente não tenho “a sorte” de alguns para ser colocada em TEIP. Por isso não critique quem se sente injustiçado em relação às colocações das TEIP e reze para que nunca se encontre na situação de milhares de professores, pois nessa altura vai mudar a sua opinião. E parabéns pelo seu trabalho, mas não pense que é melhor do que os outros, pois não é! Apenas teve “sorte”. Mas olhe que a sorte pode mudar.


      • Cara Margarida Ribeiro,

        As suas palavras são absolutamente cristalinas e certeiras. Compreendo muito bem o que sente. Quero transmitir-lhe a minha total solidariedade e a certeza de que a APEDE não irá deixar morrer este assunto, até que esta situação de injustiça seja alterada.

        Abraço!

  6. Marilu said,

    Querem outro caso verídico numa TEIP? Eu, com 10 anos de serviço, fui preterida por uma candidata com 4 meses de serviço. É uma vergonha. Nem quero imaginar como será isto se acabarem os concursos…

  7. Rui Ferreira said,

    Caro Luís,

    Só lhe posso dar razão quando refere para não generalizar a questão das TEIP. No âmbito das Ciências Sociais e Humanas, onde a Educação se situa, qualquer fenómeno não é passível de generalização.

    O meu comentário apenas se refere ao TEIP onde sou efectivo (colocado por concurso nacional). E, contrariamente à sua experiência, aquilo que vejo não me agrada mesmo nada. Vejo colegas que são bons profissionais a não serem reconduzidos. Quanto aos técnicos de apoio aquilo que verifico é uma autêntica “panelinha”. E não referi assistentes sociais, técnicos de ocupação das crianças (ou o que isso se possa chamar, …).

    Também concordo com o Luís quando refere que existem situações bem mais injustas, como as que enuncia. Mas terá que concordar que esta questão dos TEIP é mais uma delas que necessita de ser escrutinada.

    Cumprimentos.


  8. Caro Luís,

    Ninguém colocou em causa a qualidade e o empenho dos professores que dão aulas em TEIP, espero que tenha entendido isso. Aquilo que se disse, e se assume, é que os critérios de selecção são absolutamente blindados e tudo está nas mãos dos directores e da sua discricionariedade, dando azo a situações de privilégio e favorecimento. Aquilo que se disse, e se assume, é que o ME lançou um concurso para as TEIP, no final do ano lectivo de 2008-09, impedindo o acesso ao mesmo a milhares de contratados com o argumento de que era preciso colocar nessas escolas professores dos quadros, com bastante experiência, sendo que, em Setembro seguinte acabaram por ficar nas TEIP os professores não colocados em 31 de Agosto, ou seja, em muitos casos com poucos meses de serviço e sem qualquer experiência, muito menos em TEIP. É essa injustiça que referimos. É verdadeiramente escandaloso que um colega com meia dúzia de meses de serviço tenha ficado, de repente, nunca situação muito mais vantajosa do que outros que leccionam há muitos e muitos anos e andaram, em diversos casos, a “batalhar” em escolas muito problemáticas, ainda antes de as TEIP serem TEIP.

    E deixe-me dizer-lhe: os critérios que levam à constituição de escolas TEIP são igualmente passíveis de discussão e debate. Conhecemos, em certas zonas, escolas quase vizinhas, com problemáticas muito semelhantes, sendo que umas se tornaram TEIP, já há alguns anos, e outras apenas o foram este ano, ou nem sequer o sáo. Além disso, hoje em dia, há cada vez mais escolas bastante problemáticas onde os professores “vestem a camisola” e não podem beneficiar das vantagens de estarem colocados numa TEIP.

    Creio que, acima de tudo, a questão tem de ser centrada nos aspectos que referimos acima. As injustiças existem de facto e seria importante corrigir a injustiça de 2008-09 e tomar medidas que salvaguardem, no futuro, a proliferação de decisões “unipessoais” dos senhores directores que mexem directamente com a vida e o futuro profissional dos docentes. Importante é também abrir o debate e o confronto de ideias.

    Abraço

  9. féri@s said,

    Pois. Eu também trabalho numa escola TEIP e já pertenço à escola desde 1998.

    O pior é que há professores na minha escola com trabalho muito “fofinho”, enquanto outros se esfalfam e destróem a saúde.

    Os directores e subdirectores das TEIP servem -se dos professores e ausentam-se da escola para viajar pelo estrangeiro. Foi essa mina que viram nas TEIP e, por isso, nem todos os professores lhes agradam.

    É isso mesmo que alguém já denunciou: é a colocação do filho e do afilhado de alguém da autarquia; é a pouca vergonha dos ordenados dos directores que quiseram não serem vigiados e avaliados pela IGE.

    Há uma colega que afirmou uma grande verdade e eu corroboro, pois aconteceu-me este ano lectivo ser acusada e denuciada por uma contratada de EF, que apareceu na escola cravada de piercings na oreha, nariz, que os EE de educação obrigaram a retirar.

    Acusou-me de prestar esclarecimentos a um aluno no exame de História.
    Eu tenho 24 anos de serviço e nem dos alunos alguma vez apresentei queixa, dando graças a Deus pelo respeito dos alunos para comigo.

    A bela colega vai lembrar-se do que fez para o resto da vida porque apresentei queixa, com os alunos a deporem a verdade do que efectivamente se passou.

  10. luis said,

    Caro(a) Féri@as,
    Fico chocado quando vejo expressões como “cravada de piercings na orelha, nariz” lol caros colegas o que é isto?! Não lhe fica nada bem este tipo de comentário sendo professor(a). Está aqui está a dizer que os negros, gays ou professores com tatuagens deviam ser banidos do ensino! Tenha muito cuidado com o que diz. Tem todo o direito de se sentir injustiçada e denunciar o que a colega lhe fez mas não utilize argumentos relativos ao seu aspeto físico ou estilo de vida, isso é muito mau e em alguns casos punível por lei, chama-se discriminação. É isto que mais me dói nesta profissão, a mesquinhez e o vale tudo para se conseguir o que se quer. Acho que devemos discutir e analisar as coisas pela parte profissional não pela parte pessoal. Quanto mais leio comentários nos blogs mais envergonhado fico de ser professor e de partilhar o espaço físico e a profissão com pessoas sem a mínima educação, sensibilidade, respeito pelo outro e equilibradas emocionalmente. Um bem haja a todos e quanto à(o) colega féri@s reveja os seus princípios e a maneira como vê os outros, vai ver que se vai sentir melhor e com menos rancor.

  11. Cristina said,

    Caro Luis,

    Nao me leve a mal… mas gostava de saber onde leu essa discriminação da parte da colega féri@s… e o que é que os homessexuais,negros (fique sabendo que eles nao gostam de serem tratados por este adjectivo, algo que devia se informar antes de por um post com esta referência) e quem tem tatuagens têm a ver com o post da colega….???!!!! e depois é de um radicalismo surpreendente em afirmar que a colega insinuou que as colega dos piercings devia estar fora do ensino (Nao interpretei dessa forma)…
    Pois fique sabendo, que ficaria também muito chateada se alguma colega com piercings ou sem piercings, tatuagens ou sem tatuagens, de alguma cor ou sem cor nenhuma, gay ou sem ser gay, me fizesse alguma ‘partida’ desse calibre…deduzo que o colega também nao gostaria de uma situação dessas… se a rapariga tinha um ‘cravejamento’ de piercings, onde está o mal em afirmar isso (Atenção, que o termo nao é perjorativo)…
    É por estas e por outras, que cada vez mais me orgulho da atitude que tenho nas escolas por onde tenho passado…

    Mas deduzo que deve estar habituado a ler leis e decretos-leis onde ambos sao lidos e interpretados de várias maneiras… se calhar, é o caso….
    Cumprimentos e nao me leve a mal…

  12. luis said,

    Cara Cristina,
    Não levo a mal o seu comentário, assim como não levo a mal qualquer outro tipo de comentário. Só critiquei o fato da colega mencionar aspetos físicos da outra colega quando devia apenas referir-se à sua postura profissional, que, pelo que foi dito, não terá sido a melhor. Concordo que a colega féri@as esteja chateada e indignada com o que lhe fizeram e deverá manifestar-se mas sempre criticando a postura profissional da colega em questão, não fazendo referência ao fato de ter ou não a orelha “cravejada de piercings”. Isso denota alguma discriminação, não concorda? Eu dei alguns exemplos para ilustrar este comentário relativo às pessoas com piercings, não disse que a colega tinha dito que os queria fora do ensino, disse que mais um pouco e estaria a fazer um comentário desses. Acho que interpretou mal o meu comentário, não leve a mal. Volto a reforçar a ideia de que todos temos o direito de nos sentirmos mal por isto ou aquilo, pelo sistema, pelas quotas, avaliação, enfim, e devemos mostrar a nossa indignação mas sem recorrer a comentários perjorativos que façam referência a aspetos físicos dos outros. Decerto que a colega que teve uma má postura para com a colega féri@as não a teve porque tem piercings mas sim porque não será, digo eu, uma boa profissional. Acho que me fiz entender agora.
    Cumprimentos cara Cristina,
    e não leve a mal os comentários, sabe que aqui na net ao escrever não conseguimos passar a expressão facial nem o sentido correto das palavras, por isso é que é preciso cuidado ao dizer certas coisas, pois quem as lê pode interpretar da maneira que quiser. E sim, gosto de ler uns decreto-lei de vez em quando para me atualizar.😉

  13. Lost In You said,

    Infelizmente sou efectivo numa escola dessas. Todos os comentários que até agora li correspondem ao que vejo. A cunha e partidos políticos funcionam de forma abismal, cargos são atribuídos a quem nem habilitações tem,…
    Pessoalmente, tenho vergonha e nojo deste tipo de escola.

  14. José said,

    O José é professor de Economia mas viu esta disciplina ser entregue a um colega de Geografia, sendo ele relegado para os cursos profissionais! Este ano há mais uma turma de Economia mas foi atribuida a uma colega de…Informática! E ele vai continuar outra vez com os profissionais…! Como vêem há sempre lugar para mais uns ” boys” ou “girls”…

  15. lena fraga said,

    não sei que dizer: estou numa escola Teip e é assim. Há mais de dez anos estive numa escola com um projecto de flexibilização curricular e era a mesma coisa.

  16. Ratatui said,

    A vã glória de mandar, parece estar entregue a gente sem qualquer escrúpulo em definir como critério o mais absurdo que se pode conhecer. É uma pouca vergonha aquilo que verifico em muitas e muitas da escolas TEIP deste país. Em muitas chega-se ao cúmulo de nem sequer ser exigida uma especialização em educação especial para concorrer ao grupo 910. É o critério acomodatício que prevalece para lá colocar o e acomodar o nepotismo que infelismente ainda grassa neste país pequenino.
    Denunciemos estas injustiças e levemos a equidade às escolas


  17. Ratatui, José, Lena, Lost inYou, marilu, Rui Ferreira e restantes colegas,

    As vossas palavras vêm demonstrar que é realmente necessário trazer este assunto à “luz do dia”. Da nossa parte temos feito o possível para divulgar as injustiças cometidas e é importante que os colegas vão denunciando o que possa estar mal nestes “concursos”.

    Há mesmo quem nos diga (colegas das escolas TEIP e com responsabilidades acrescidas), em “off”, que estamos apenas a tocar na “ponta do icebergue”.

    É fundamental um maior escrutínio do que se passa em torno da escolha de professores para as TEIP, para que se possa alterar este “status quo” manifestamente injusto.

    Abraço a todos

  18. Zé Lima said,

    Parece que o pessoal contratado finalmente se começa a mexer:

    http://smartforum.educare.pt/index.php?id=198989

  19. maria said,

    O contrário também existe. Eu há 3 anos era QZP, concorri por convicção e perfil pessoal e profissional às TEIP, sabendo que este concurso prevalecia ao nacional. Quando entrei na escola TEIP, já achei que éramos demasiados no grupo, havendo alguns com atestado médico e com muitas horas de apoios e afins e mesmo. O que aconteceu, é que talvez por erro da direção do agrupamento eu entrei, sendo imediatamente retirada do concurso nacional e agora vejo-me em situação de horário zero. Ou seja, abriram uma vaga para o meu grupo para QA, devendo ser ela para necessidades transitórias. E graças a esse erro fiquei prejudicada. É certo que eu sabia as regras do jogo, desconhecia as escondidas. No fundo a vaga deveria ser para contratado. É triste, é a realidade de um sistema perverso que cada vez mais dá vontade de fugir!

  20. Professora Algarvia said,

    Isto realmente tem de acabar. Tenho 12 anos de serviço e pela primeira vez no ano passado, tive 20 dias no desemprego, não pude renovar pq o colega titular do hórário voltou à escola. Tenho tido azar, nunca renovei apesar de ter condições para. Durante esse tempo, antes de ser colocada na BR com horário completo (felizmente), concorri a várias ofertas de escola, perdi a conta e senti na pela a injustiça ao ser ultrapassada por colegas mais novos, alguns deles sem habilitação profissional, isto custa, uma vez que se os critérios fossem os correctos não teria de me sujeitar a essa situação. Conheço colegas com 1 ou 2 anos de serviço que ao contrário de mim foram de férias descansados uma vez que afirmam, sim vou lá ficar outra vez. Isto em de acabar, todos juntos temos de fazer força a este problema. Bem haja a todos!


  21. A partir deste post da APEDE e de contactos posteriores com a comunicação social, surgiu já esta notícia no Diário de Notícias, de domingo passado, publicada no blogue do nosso colega Arlindo Ferreira:

    O colega Ricardo Montes tem também divulgado os “critérios manhosos” das TEIP no seu blogue Professores Lusos.

    Insistiremos nesta questão e é importante que os colegas continuem a relatar situações concretas relativas às injustiças cometidas nas TEIP e tb nas escolas com contrato de autonomia.

    • SD said,

      Colegas, é com imenso desagrado que confirmo, mais uma vez, todas as situações descritas por tds vós, em vários pontos do país…Tb eu trabalho numa TEIP em QA e a realidade é aquela para a qual, quando concluí o meu curso inicial, ninguém me preparou: lidar com colocações factor C! Qd iniciei a minha carreira, há apenas 10 anos, tinha como preocupação contar a duração do contrato dos colegas da frente em vagas de substituição para poder chegar a minha vez…
      Actualmente não existe justiça nem rigor nas colocações TEIP, podendo mesmo dizer q fazem com os professores aquilo que proclamam não fazer nos seus projectos: desigualdade e injustiça social, preparação para a integração na sociedade de pessoas com poucos recursos socio-económicos…
      Sei perfeitamente que, se ainda não tivesse o vínculo, seria mais uma a ser ultrapassada pelo filho/a, sobrinho/a, amigo/a de qualquer um dos preferidos da direcção…Já q não nasci em berço de ouro nem tenho qlqr conhecimento pessoal influente nesta área profissional…
      Guardo, nas minhas ambições futuras, o ideal de justiça e igualdade de direitos para tds aqueles q se esforçam por dar o seu melhor na sua vida académica com o objectivo de alcançar a profissão desejada.
      Contudo, se esta selecção de compadrio se mantiver, então os actuais estudantes nem precisam esforçar-se mt, até com 10 valores têm emprego…

  22. Pedro Resende said,

    Existe um movimento no Facebook há mais de um ano que se chama: Contra as Ilegalidades e Cunhas nas escolas Teip. Já entraram em vários debates, nomeadamente um televisivo em Dezembro de 2010 na Regiões TV que contou com a presença de representantes do governo de então, dos partidos da oposição, de sindicatos e do ex-ministro da educação David Justino.

    O link é: http://www.facebook.com/pages/Contra-as-Ilegalidades-e-Cunhas-nos-Concursos-de-escolas-TEIP/127040110688073
    ou então pesquisar pelo nome.

  23. nilza said,

    estive numa escola teip…concorri no ano passado, fui à entrevista…tive a sorte de ser seleccionada.
    este ano pensei que iria continuar, concorrer ao mesmo horário…visto que a professora que subtitui está com cancro…
    estive todo o mês de setembro à espera de concorrer…as ofertas nunca apareceram…
    no mesmo de agosto fui alertada pelo director da escola que iria sair dois horários a concurso…para estar atenta…
    no entanto, o tempo foi passando e as ofertas nunca apareciam…ligava para a escola para falar com o diretor, nunca fui atendida…
    passaram-me o telefone ao colega responsável pelos horários, informou-me que já tinham saído os horários e que inclusivé já lá tinha estado a professora selecionada…
    questionei que era impossível…porque todos os dias de manhã e à noite ia à plataforma verificar…
    depois fui alertada por um professora afetivo na escola que era mentira que ainda não havia professores para esses horários…
    também fui informada, pela associação de pais e pelos alunos que estavam sem professores…
    continuei a ligar para a escola até que o diretor disse que brevemente iria sair as ofertas para continuar atenta…
    assim, fiz…
    entretanto, fui colocada pela bolsa num horário temporário e incompleto…a substituir um colega que se já apresentou ao serviço…
    entretanto, o período experimental já passou…já não posso denunciar o contrato para concorrer a ofertas de escola…
    mesmo assim, concorri à oferta de escola da teip onde tinha estado…durante decorria o período experimental no horário, o qual fui colocada…
    se a escola teip quisesse, teria-me seleccionado logo sabendo que iria ficar desempregada…e, a pedido dos pais por ata, eles queriam que eu desse continuidade as turmas dos seus filhos…
    entretanto, só me chamaram à entrevista (depois de me conhecerem do ano lectivo anterior) após o período experimental da outra escola…
    falei com o diretor sobre a minha situação…e, ele disse para transmitir à equipa que me iria entrevistar..
    sabendo, que a professora rita que ainda não estava colocada iria para este horário e eu concorria a outro horario que neste momento se encontra a concurso…da escola teip…assim, as duas voltariamos a trabalhar e dar continuidade ao projecto que iniciamos…
    não foram compreensivos que me ligaram no final da tarde a dizer que fui selecionada…
    que teria que me apresentar no dia seguinte e começar as aulas do dia seguinte…mesmo sem terem selecionado na plataforma …
    entretanto, esta escola teip deveria estar informada que eu não posso denunciar o contrato após o período experimental…(quase me obrigaram a denunciar, correndo o risco deste ano letivo não podendo lecionar mais).
    entretanto, já entrei em contanto com a escola, dizendo que era da máxima urgência falar com ele…para falar que havia hipoteses de lá ficar se me seleccionassem para o outro horário que ainda está a concurso, visto que não posso denunciar o contrato atual.
    com o decorrer destes dias… a colega que lecionou comigo na mesma escola teip…no ano lectivo anterior…desde o momento que soube que tinha concorrido ao primeiro horário, passou a fazer bullying psicológico…para me desviar deste horário…entretanto, soube que esteve lá na escola…e continuou a ligar-me a fazer chatagem psicológica e muita hipocrisia…

    hoje mesmo deixou mensagem a dizer que iriamos trabalhar juntas novamente, foi selecionada para o horário que ainda está a concurso…como é possível??
    esta colega rita, terminou o curso de belonha este ano que lhe permite só agora lecionar…no entanto, ela tem 25 ano com graduação 14,…nem dois anos de serviço tem…
    nunca saiu de casa para lecionar…nunca esteve longe da família…
    não tem marido…
    eu aos 25 anos fui para os açores, gastando muito dinheiro no avião…deixando o meu avô na fase terminal de cancro, a minha mãe com depressão profunda, o meu pai com epilepsia…muitas lágrimas e sofrimento e noites sem dormir…mas com os meus pais agricultores …eu tive que procurar trabalho….

    depois estive no distrito de lisboa …a 500km de casa…longe para dar a mão as meus familiares doentes…
    até que me casei…tentei voltar para a minha terra..
    neste momento, tenho graduação 17, … já terminei o curso desde 2003…
    tenho 33 anos, gostaria de formar família…e dar o neto aos meus pais que tanto desejam…
    no entanto, vejo-me a ser ultrapassada…por esta colega que sempre fez jogo psicologico durante o ano inteiro…

  24. nilza said,

    só agora a que a escola teip a que percebeu que eu não podia aceitar o horário…obrigando, a desistência do horário…
    o próprio diretor pediu para o fazer e disse para não aceitar…
    não me deu garantias que seria chamada para o novo horário…
    e, eu questionei-lhe…como posso ir à entrevista do segundo horário se a professora rita já espalhou que ia para esse horário?~
    resposta do diretor: esse assunto não é para ser falado aqui (via telefone).
    pois ela escolheu o horário, é espalhou a dizer que iriamos trabalhar juntas…mesmo o horário estando a concurso …sendo as entrevistas na terça!!
    resposta do diretor : faça o que entender e desligou o telefone na cara.

    • nilza said,

      além, disto tudo disse-lhes que a culpa deles não terem colocado mais cedo os horários…resposta deles: não temos culpa que nínguem fosse colocado pela bolsa nestes horários!

      mais uma mentira, pois as escolas teip só podem colocar os horários por oferta de escola!

      mais injustiças!! má gestão…

  25. nilza said,

    e, mais ainda as teip estão cheio de professores com destacamentos…
    do grupo 500 a leccionar horários do grupo 230…
    alguns professores não têm licenciatura em ensino …noutros ramos…mas tiraram a profissionalização…~
    e jovens professores licenciados…estão, desempregados com licenciatura no ensino…


  26. Nilza,

    Mais um importante testemunho dos desvarios e injustiças que ocorrem com as colocações nas TEIP. Agradecemos a partilha, lamentamos que não haja qualquer respeito pela situação profissional e pelo futuro de tantos e tantos professores, que veêm a sua vida afectadas por decisões injustas e ao sabor dos humores (quando não de compadrios e amiguismos) de directores que não têm estatura para ocupar semelhantes cargos. No minimo deveriam ter a coragem de assumir que preferem este professor a outro, justificando e fundamentando objectivamente a sua decisão e critério. Mas preferem esconder-se em evasivas. Lamentável.

    Da nossa parte continuaremos a denunciar estas situações e a lutar pela alteração das regras nos concurso, com a defesa intransigente das listas graduadas nacionais.

    Abraço

  27. Elisabete said,

    Este ano concorri para uma escola Teip, não tenho nenhuma experiência neste tipo de escolas…mas arrisquei… como é fácil de concluir não fui colocada. Resolvi ver o número de candidato que ficou colocado do mesmo grupo que eu… engraçado mas esse mesmo número não existe nem nos colocados,não colocados, excluídos, dacl, desistência e afins… então quem é esta pessoa?


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