APEDE


A força da imaginação

A iniciativa de que falámos no “post” anterior, e que está a merecer a atenção da comunicação social, é exactamente o tipo (ainda embrionário) de formas de luta que poderiam fazer a diferença e superar rituais esclerosados que não mobilizm ninguém e não levam a lado algum.

Poderão dizer que se trata de uma iniciativa desesperada de quem já chegou ao fim da linha e não vê outras alternativas. Sê-lo-á, em grande medida. O que leva à pergunta: quanto desespero será então necessário para as pessoas despertarem e recorrerem a formas mais drásticas de exigir aquilo a que têm direito?

Pode ser que aqueles professores não consigam o seu objectivo. Mas, se assim acontecer, não será por falta de iniciativa. Será por não terem tido, ao seu lado, muitos e muitos mais professores vítimas da situação profundamente injusta contra a qual eles se estão a bater.

Infelizmente, os que se mostram dispostos a dar o corpo ao manifesto são ainda poucos. Demasiado poucos. Terrivelmente poucos.

Até quando?

24 Respostas to 'A força da imaginação'

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  1. Leitor said,

    O grupo de professores, politicamente enquadrado pelo BE, que ocupou o átrio do palácio das Laranjeiras com o objectivo declarado de ter uma resposta do MEC para os problemas dos contratados indevidamente ultrapassados no concurso público, acabou por abandonar as instalações sem qualquer resposta, apesar de ter garantido que só sairia dali depois de a obter.
    Entretanto, outros objectivos foram parcialmente atingidos:
    – Aparecer nas televisões
    – Passar para segundo plano a iniciativa parlamentar do PCP, ontem à tarde
    – Mostrarem-se como “alternativa” aos sindicatos.

    Prossegue a estratégia dos “cucos” , com aplauso dos basbaques e analfabetos políticos.

  2. Mário Machaqueiro said,

    O Vargas, mal escondido por detrás do nick, com o seu magno objectivo de criar núcleos (meio clandestinos?) do PCP nas escolas, prossegue com a cegueira sectária que o caracteriza. Há gente cujos antolhos já fazem parte da cara. Imaginem se lhes fosse dado poder…

  3. Leitor said,

    Machaqueiro:
    Em vez do ataque pessoal a quem não conhece, experimente contrariar com argumentos ou desmentir com factos a análise feita pelo “Leitor”.

  4. Mário Machaqueiro said,

    Uma análise? Chamar-lhe-ia outra coisa, que a boa educação e a falta de pachorra me impedem de explicitar…

  5. Mário Machaqueiro said,

    Ao menos assuma o nome. Mas isso é pedir demais a quem da decência não conhece nem a cor.

  6. Leitor said,

    Confirmou-se:
    1. Os grandes ideólogos também “fecundam pelos ouvidos”
    2. Em casos de aperto, saem pela porta dos fundos.

  7. Mário Machaqueiro said,

    Confirmou-se: os cobardes são iguais a si próprios. E alguns até têm a lata de achar que isso é a superior «moral comunista».

  8. Mário Machaqueiro said,

    Mas, se estou enganado, por que é que o «Leitor» não me desengana e assina com o verdadeiro nome (supondo que seja outro)? Não assina porque não passa de um cobardolas que tem por missão (incumbiram-no disso ou auto-incumbiu-se) de vir para aqui e para outros blogues defecar o seu sectarismo vesgo. Fica a saber que com gente do seu jaez eu já não polemizo. Tenho, felizmente, coisas mais interessantes para fazer.

  9. Leitor said,

    O problema do Machaqueiro não é o nome.
    Neste blogue, como noutros, há quem comente com o nome próprio e quem opte por fazê-lo com pseudónimo ou nick.
    O problema são as ideias.
    Na falta de argumentos, o emproado Machaqueiro recorre ao “argumento” do ataque pessoal e revela-se em toda a baixeza. Isso sim, é cobardia.

  10. Mário Machaqueiro said,

    O «emproado» Machaqueiro assina e dá a cara.

  11. maria said,

    Leitor eu não sou do BE e tenho um familiar que lá esteve e é um desencantado com o PCP embora continue, infelizmente, filiado nesse partido.
    Porque é contra a livre expressão de indignação e denuncia?! Porquê tanto ressentimento contra a luta daqueles professores e a sua visibilidade?
    Há aí qualquer problema…

    • Leitor said,

      Ler de novo com mais atenção.
      O que disse foi que a iniciativa foi politicamente enquadrada pelo BE.
      http://www.esquerda.net/autor/miguel-reis
      http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=2027372
      Houve certamente vários professores que estiveram no protesto que não têm nada a ver com o BE.
      O protesto era e continua a ser legítimo.
      A escolha do timing e da forma é que não foram nada inocentes e tresandam a oportunismo.
      Já no dia 20, uma delegação da Fenprof se tinha dirigido ao MEC com a exigência de ser recebida e garantindo que ia permanecer até que o fosse, o que assim sucedeu. Nesse dia, alguns dos professores que agora repetiram (para as câmaras da TV) essa iniciativa, também acorreram às Laranjeiras, mas abandonaram o local antes de saber o resultado da reunião.
      No dia 23, houve nova deslocação, com resultados idênticos.
      Entretanto, a Fenprof entregou uma queixa na Procuradoria Geral da República (reunião na próxima semana) e vai reunir com a Comissão Parlamentar de Educação.
      Pois foi no preciso momento em que decorria na Ass. República um debate de urgência requerido pelo PCP para esclarecer o problema dos concursos que o referido grupo entrou nas instalações do MEC.
      Na minha opinião não foi uma simples coincidência.
      Foi isso que disse.

  12. maria said,

    Continuo a achar caricato! Então se os professores considerarem que devem de denunciar fora do “timing” dos dirigentes da Fenprof, considerarem que a nova lista de colocação vai ser publicada na próxima 2.ª feira e quiserem reposta a legalidade de um concurso já e quiserem compartilhar com as câmaras da TV, “tresandam a oportunismo” pelo seu olfacto? Deviam esperar pela resposta da PGR e pedir licença aos profissionais do sindicalismo? O seu olfacto lembra- me o dos que conheci e não quero esquecer…
    Não perca tempo, a Manifestação está a começar nas ruas.

    • Zé Manel said,

      Pois, o leitor “alinhado”, continua a bater na tecla estafada do enquadramento, para defender o absurdo.
      Claro que os ocupantes do palácio das laranjeiras queriam a colaboração das televisões e elas apareceram. Óptimo. Secundarizar as iniciativas parlamentares do PC? Para quê? O leitor acha mesmo que os desempregados têm isso em mente? Nem têm mais nada para se preocupar!!! Quanto a serem políticamente enquadrados pelo BE, é outra asneira. Eu estive lá e não alinho nesses ditos enquadramentos, nem muitos dos que lá foram. Claro que o Miguel procura o seu protagonismo, mas cá estaremos para não o deixar muito à vontade. Agora essa de ser alternativa aos sindicatos, é mais outra anedota. A nossa posição sempre foi clara. Nunca lutámos contra os sindicatos, mas sim contra as políticas erradas dos dirigentes. E vamos continuar, que ninguém tenha a mínima dúvida.
      Por isso é que os amigalhaços do leitor tentaram atirar uma camionete contra os manifestantes menos enquadrados que ousaram desafiar os controleiros durante a manif de sábado. Fizeram todos os esforços para os tirar da manif e acabaram por desistir. Não tiveram outro remédio, coitados. É o sindicalismo-que-temos.

      • Leitor said,

        1. “Os colegas Miguel Reis e Belandina Vaz iniciaram o movimento, sao 2 vozes activas e muito VÁLIDAS e estao no FB”
        São os dois do BE.
        O BE é uma organização política.

        2. A iniciativa do dia 29 foi um remake da iniciativa da Fenprof do dia 20, mas com menos resultados, a não ser o mediatismo. Aliás, alguns dos participantes do 29 apareceram no dia 20, dizendo: “estamos aqui para o que for preciso”. Entretanto, se tivesse mesmo sido preciso ficar, eles já lá não estavam quando a delegação da Fenprof saíu. Já tinham dado umas entrevistas.

        3. Os “amigalhaços do leitor” e a história da “camionete” só como fruto de uma mente muito doentia. Participei na manifestação atrás dos precários e não vi nenhuma “camionete”.
        É certo que estava muito calor e talvez o Zé Manel, já de si propenso a miragens, tenha começado a ver “camionetes”.

  13. Leitor said,

    Podia fazer um desenho, mas já vi que não vale a pena.
    O preconceito perturba a razão.

  14. Mário Machaqueiro said,

    Os paranóicos que vêem conspirações em todas as iniciativas que não controlam não merecem comentários, nem discussão. É que aqui já não estamos no domínio da política, mas da mera patologia. Ou de uma patologia cheia de consequências políticas? Seja como for, o pior, conforme disse atrás, é quando lhes dão poder. É deles que muito Gulag se alimenta.

  15. maria said,

    Tal como “Leitor” também o SIS está preocupado com os movimentos espontâneos de indignação.
    Tenho idade suficiente para me lembrar dos “infiltados” e não eram só Da PIDE ou DGS.
    A “técnica” de denunciar nomes como pergosos esquerdistas, antes do 25 de Abril, era uma técnica doPCP. Hoje o ” Leitor” informa quem?
    Quanto às técnicas de “camionete” perdurou mesmo depois do 25 deAbril…
    Enquanto tivermos este tipo de profissionais de sindicatos estaremos a
    dar vantgem aos que nos “dobrar”.

    • maria said,

      Retifico: “aos que nos querem dobrar”.
      Quanto ao ” Leitor” de quem não sabemos o nome nem se é Professor : às suas preocupações respondo-lhe ” acalme-se, são só moinhos” e deixe esse papel de delator.

      • Mário Machaqueiro said,

        Maria,

        Nós sabemos bem quem se esconde por detrás do “nick” do “Leitor”. O Paulo Guinote já lhe destapou a careca. Chama-se José Vargas, é professor de história e foi, em tempos, membro do conselho nacional da FENPROF. Quem ler algumas das suas declarações ao jornal “Avante!” sabe que a criatura alimenta o desígnio de criar células do PCP nas escolas. Ou seja, multiplicar núcleos de Vargazinhos. Era só o que faltava para o ambiente escolar ficar mais respirável!

  16. Leitor said,

    Resposta ao comentário de “Maria”:
    Não denunciei ninguém. Fiz uma apreciação política a partir de factos que são do conhecimento público. Vieram referidos nas notícias e estão disponíveis on-line.
    Se há aqui delatores têm outro(s) nome(s). Veja o comentário de Mário Machaqueiro que acumula com a vocação de “bufo” (“quem se esconde por detrás do nick”) a falta de honestidade intelectual (faz juízos de valor a partir de aldrabices de outro e sobre assunto que desconhece) e de saudosista do salazarismo (proibição de organizações ditas subversivas).
    A pequenina capa de verniz democrático da APEDE estala com muita facilidade. Sinal de que é postiça.

    • Mário Machaqueiro said,

      Dá vontade de rir que haja quem confunda com “bufaria” o acto elementar de destapar a careca a quem é cobarde ao ponto de se esconder por detrás de “nicks” para insultar, difamar, mandar bocas parvas, usando a impunidade do anonimato. Sei que é incómodo, lá isso é. Quanto à proibição de “organizações subversivas”, quem falou disso? É por causa da alusão à sua ideia de criar células do PC nas escolas? Ó Vargas, crie lá as células todas que quiser, desde que não nos obrigue a entrar nelas! Não venha é dizer que o PCP é uma organização “subversiva”, pois de “subversivo” nada tem quem está perfeitamente instalado no sistema.

  17. Leitor said,

    Vamos por partes e numa linguagem simples:
    1.Se o nick está destapado, deixa de ser nick. Não é preciso ser doutorado em sovietologia para perceber isso.
    2.Há é quem goste de exposição ou de exibição e há quem não goste.
    3. Cobardia é passar para o ataque pessoal quando faltam os argumentos.
    4. Com nick ou sem ele, o que importa é assumir a responsabilidade pelo que se afirma e estar em condições de o comprovar a cada momento.
    5. O esforço para baixar o nível é notório. A táctica é conhecida. Levar a discussão para o terreno da baixaria, onde manifestamente o Machaqueiro tem vantagem.
    6. Apareça quando tiver adquirido estatura.

    • Mário Machaqueiro said,

      Careca destapada, reacção destemperada!
      Mas Vargas, não se coiba. Passe por cá sempre. Com nick ou sem nick, estamos sempre dispostos a gozar consigo!


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