APEDE


As costas largas da «iniquidade»

Posted in Coisas que fazem revolver as entranhas por APEDE em 21/10/2011

O cretino evidenciado neste “post” do Paulo Guinote não está sozinho na denúncia que faz. Hoje também ouvimos o economista Silva Lopes – um daqueles marretas da “ciência” económica pátria – dizer que o facto de os funcionários públicos terem um emprego seguro é uma iniquidade.

Estamos, portanto, esclarecidos. Ficámos a saber que a garantia de emprego – um direito que devia ser considerado básico e indispensável a uma vida estável – é, afinal, uma… iniquidade. Em contrapartida, ficar no desemprego de um dia para o outro ou ser despedido sem justa causa constituem exemplos da mais perfeita justiça social.

Nos seus piores pesadelos, George Orwell não previu que a perversão da linguagem pudesse atingir estes extremos.

Entretanto, convém que se diga que, ainda por cima, o cretino e o marreta mentem descaradamente. Pois todos os mecanismos de precarização que têm vindo a ser introduzidos nos contratos da Função Pública – começando pelo fim das nomeações definitivas – vão todos no sentido de alargar aos funcionários públicos o tipo de insegurança que pesa sobre os trabalhadores do privado.

Podem os paladinos da “justiça social” dormir descansados. 

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