APEDE


A palhaçada continua e os governantes-que-temos insistem na provocação social.

Posted in Coisas que fazem revolver as entranhas por APEDE em 23/10/2011

Austeridade para todos? Equidade na distribuição dos sacrifícios? Claro que não. Apenas retórica que se esboroa perante os factos que vamos conhecendo. Como este, relatado nas páginas do Diário de Notícias:

Dois membros do Governo que têm casa própria em Lisboa recusam a ideia de não receber o apoio que lhes foi dado por a residência permanente estar a mais de 100 km da capital. Gabinete de Gaspar não comenta cenário de recuar na atribuição deste subsídio. Há nove governantes que recebem um subsídio de alojamento, que teve efeitos a partir da posse. O despacho do primeiro-ministro data de 20 de Setembro e atribui o apoio aos membros do Governo que não tenham residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 km. Mas um ministro e um secretário de Estado têm casa própria em Lisboa e, no caso de Miguel Macedo, titular da Administração Interna, a sua declaração de rendimentos indica duas moradas – a de Lisboa e uma em Braga – onde, garante o seu gabinete, reside. Já José Cesário argumenta que tem “direito de ter tratamento igual ao de qualquer funcionário da administração pública”. O Ministério das Finanças não comenta a possibilidade de cortar este subsídio, que pode ir até 1400 euros brutos.

Num momento como o que atravessamos, de “emergência nacional”, estas situações não passam de uma pura provocação social. Se um agente da PSP, com 10 anos de serviço, ganha cerca de 850 euros líquidos, como se pode aceitar que o ministro da Administração Interna se dê ao luxo de arrecadar para cima de 1000 euros apenas em subsídio de alojamento, independentemente de morar ou não em Lisboa? Quanto ao argumento de José Cesário… depois de respirar fundo, talvez, enfim,  recordar-lhe que os professores colocados a 200,  a 300 e mais km de casa, todos os anos… e anos após anos, têm de pagar dos seus parcos vencimentos o aluguer das casas ou quartos onde vivem. Mas esses são funcionários públicos de 2ª categoria, com estatuto muito menos privilegiado. E continuam no “olho do furacão”, assistindo à degradação das suas condições de vida e direitos laborais, enquanto os governantes-que-temos se vão… governando.

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