APEDE


Tanta “seriedade” só dá vontade de rir (e de chorar)

Secretário-geral da Fenprof apela “à luta a sério”

Façamos, pois, o balanço de tanta “seriedade” no seu passado recente:

– Capitular perante políticas gravosas para os professores e procurar, depois, ocupar um lugarzinho acolhedor à sombra das mesmas – nomeadamente, promovendo acções de (de)formação para que os professores se tornassem peritos na sua execução.

– Desbaratar a única greve de um dia, com a adesão historicamente esmagadora que teve, que poderia ter servido como ponto de partida para formas drásticas de resistência nas escolas.

– Fazer tudo para desencorajar essa resistência e para desmobilizar os professores.

– Negociar, nas costas dos professores, memorandos de entendimento e acordos que os prejudicam.

– Regressar a acções de rua pindéricas, reduzidas ao protesto pífio só para marcar agenda e fazer papel de (morto-)vivo.

– Regressar às greves gerais desgarradas que só servem para os vampiros que nos (des)governam meterem um dia de salário dos trabalhadores nos cofres do BPN.

De “seriedade” em “seriedade” até à gargalhada final. Aquela em que só riem os nossos desgovernantes – e quem os tem no bolso.

12 Respostas to 'Tanta “seriedade” só dá vontade de rir (e de chorar)'

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  1. Leitor said,

    Muito estimados “apedes”:
    Se o objectivo do post de sindicologia (doença infantil do sindicalismo) era chatear o “Leitor”, aliás, o vosso único leitor*, devo dizer-vos, com mágoa, que falhou. E digo com mágoa, porque os “apedes” são uma rara espécie que importa preservar**. Para chatear o “Leitor” tem de ser alguém com um mínimo de credibilidade, faculdade que se adquire mais por actos do que por palavras.

    * confirmar no registo de visitantes, no canto inferior direito.
    ** restam dois ou três exemplares.

  2. Leitor said,

    Enquanto alguns ideólogos do espontaneísmo espremem as meninges para encontrar a forma de luta ideal, auto-organizada e definitiva, mas sem recurso a “greves gerais” que só servem para “encher os bolsos dos capitalistas”, a luta concreta está na ordem do dia:

    “NUNCA, COMO NESTE MOMENTO, A LUTA FEZ TANTA FALTA!

    É indispensável recorrer a todas as formas de denúncia, protesto e luta disponíveis, ao mesmo tempo que se torna necessário conseguir o mais amplo consenso público, sindical e político para travar o empobrecimento do país e a destruição do núcleo civilizacional moderno e solidário que construímos arduamente ao longo de muitas gerações, que denominamos Estado Social!

    Nesse sentido, a FENPROF:

    •Estará disponível para reforçar todas as ações e iniciativas que visem o objetivo de inviabilizar este orçamento e de lhe propor alternativas que salvaguardem aspetos essenciais do Estado social, nomeadamente ao nível da Educação;

    •Denunciará, no plano internacional, a situação que está a ser vivida em Portugal e apelará às organizações com que se relaciona, por todo o mundo, para que enviem mensagens de preocupação pela situação e de apoio à luta dos trabalhadores portugueses, designadamente dos professores em defesa dos seus direitos e interesses e da Escola Pública, dirigindo-as ao Presidente da República, Primeiro-Ministro e Ministro da Educação e Ciência;

    •Apela a uma forte participação dos professores, educadores e investigadores na Manifestação Geral da Administração Pública, marcada para 12 de novembro, em Lisboa. A concentração destes profissionais deverá ter lugar no Largo do Saldanha, às 14 horas;

    •Apela aos professores, e educadores e investigadores para que adiram em massa à Greve Geral convocada para 24 de novembro, fazendo dela um momento de elevada expressão da sua luta.
    A FENPROF considera inadmissível e inaceitável que, por conta dos “brandos costumes” atribuídos aos portugueses, eles estejam a ser alvo de políticas duríssimas que não têm em conta os aspetos sociais e põem em causa o futuro do país. O povo português não é cobaia que possa ser deitada ao lixo por experiências falhadas de políticas sem limites éticos nem respeito pelas pessoas.

    Se é verdade que os portugueses sempre revelaram moderação nas suas reações em muitos momentos da sua história, não é menos verdade que sempre souberam reagir adequadamente e com grande determinação quando a sua soberania esteve em causa, libertando-se de jugos estrangeiros e conseguindo sair com dignidade dos períodos mais negros da sua história. É um desses momentos que está a ser vivido em Portugal; será através da luta, da luta forte e determinada, que os portugueses voltarão, mais uma vez, a dizer, que não se resignam e não aceitam ser assim (des)tratados. Os professores, educadores e investigadores darão um forte e importante contributo a essa luta patriótica.

    O Secretariado Nacional da FENPROF
    28/10/2011

    http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=226&doc=5905

  3. fernanda said,

    Porque é que tenho esta impressão que, ultimamente, este blog é assim uma espécie de caixa de ressonância de outros?

    Humm?

  4. fernanda said,

    “Nem mais uma esferográfica, lápis, caderno, folha, agrafo….”

    A Luta Avança Assim (acima mencionado) Ou Morre!

  5. Mário Machaqueiro said,

    Vargas,

    Há que tempos não o víamos por cá! E essa história medieval, vai bem? E as células dos camaradas, vão de vento em popa?


  6. Luta a sério, mas mesmo a sério, é a ÚLTIMA coisa que as cúpulas sindicais desejam. E que JAMAIS serão capazes de protagonizar e liderar. Porque isso significaria resolver os problemas. E como sobrevivem os dirigentes sindicais sem problemas, muitos problemas, cada vez mais problemas? Ter problemas e problemas cada vez mais graves é bom, é óptimo, é excelente. Só isso explica que perante 120 mil profs na rua se anuncie um dia de greve para dois meses depois. E que perante uma greve com adesão história de mais de 90% se marque mais um dia de greve. E já nem adianta mais falar de memorandos, entendimentos e mentiras em torno de negociações. Nem recuar a outros tempos…

    Luta a sério é, em primeiro lugar, fazer uma pedagogia da luta, nas escolas, escola a escola, por um tempo continuado, de forma persistente e esclarecedora, ouvindo e recolhendo propostas, que possam criar as bases para a adopção pela classe de formas de resistência consistentes e verdadeiramente transformadoras, como seja, apenas para dar um exemplo, uma greve mais prolongada e não o “mais do mesmo” que já todos sabemos servir apenas para fazer “prova de vida” e, no fundo, manter tudo na mesma ou ainda pior.

    Por outro lado, muito sinceramente, já enjoa ler sempre o mesmo discurso estereotipado, sempre repetido, formatado e monolítico, a veha “cassete” do “ou nós ou o dilúvio”, perante toda e qualquer crítica que se faça à acção e decisões das cúpuias sindicais. Curiosamente, quando escrevemos posts como este:

    https://apede08.wordpress.com/2011/10/24/falhados-socialmente-organizados-uni-vos/

    os mesmos não se manifestam. Porque será?

    Outra coisa curiosa: se temos assim tão poucos leitores, porquê tamanha preocupação em reagir ao que escrevemos? Porque raio se incomodam tanto com o que dizemos ou com as “ressonâncias” (essa é mesmo para rir) que produzimos? É estranho… no minimo. É claro que vocês sabem que as coisas não são assim… que até há leitores (muitos mais do que comentadores é certo) e seria fácil prová-lo, mas o que mais vos incomoda nem é o número de leitores (e olhem que há dias com mais de 1000, como podem ver aqui: https://docs.google.com/open?id=0B_dXQzkOSFA8ZWYyZGM3MDQtMjQ5Zi00NzcwLWI2YTktYjU1ZmZkYTI5YzIx num blogue que está a chegar aos 1000 post’s. Aquilo que vos dói mesmo a sério, que chateia, que incomoda, no “osso”, é o outro tipo de visibilidade que temos, fora da blogoesfera. Ahhh sim, claro, claro, já sabemos… somos apenas usados pelos interesses do grande capital para fragilizar os sindicatos e minar a sua acção libertadora e revolucionária. Somos meros peões da grande ofensiva neo-liberal. Ora bem. Mainada!🙂🙂🙂 E assim se vai enterrando a cabeça na areia… e tudo por tudo pela manutenção dos “tachos”, dos mandatos ilimitados e dos estatutos blindados.

    Compreendo que o desejo dos “leitores”, e quejandos, fosse “esmagar”, “silenciar”, “neutralizar”, “eliminar”, já que o “infiltrar” e “enquadrar” correu muito mal. Mas não está fácil. O que vocês não gostam, e não suportam mesmo, é “que mexam no vosso queijo”. Compreende-se o incómodo. As coisas mudaram, isso é um facto.

    P.S. – Por falar em “células de camaradas”: na minha escola não há delegado sindical há vários anos. Não me digam que ainda tenho de me sindicalizar para preencher essa lacuna… vocês vejam lá isso. É que eu tenho dias por lá em que me apetece voltar aos tempos dos plenários permanentes. E não estou a brincar.

  7. Leitor said,

    Ironias do destino:
    o post do Machaqueiro para “chatear” o Leitor, acabou por chatear o parceiro😆
    São estes efeitos perversos ou danos colaterais que tornam este blogue tão interessante, raro e divertido, dentro da sua especificidade muito específica.
    Estou agora a ver, mesmo ao lado da caixa de comentários, uma cartela amarela com uma figura em fundo negro e ao lado a indicação 1.
    Só de saber que esse 1 é aqui o Leitor, nem imaginam como é reconfortante. .lol:


  8. Caro Leitor,

    Percebo que o tenha incomodado o link… sobre as visualizações do blogue. Paciência. Afinal parece que há diversos, para não dizer muitos, leitores ao longo do dia. Se não se concentram todos de uma vez só… é a livre escolha de cada um, da gestão do seu tempo e interesses, e nós não temos nada a ver com isso🙂 Não se incomode tanto com o blogue da APEDE, dedique-se mais ao seu que, segundo consta, não exibe qualquer tipo de estatísticas.


  9. Ahhh e já agora: nunca me “chateei” com o que escreve o Mário Machaqueiro🙂 Nem percebo onde raio foi buscar essa ideia.

    Ao contrário, os comunicados dos seus comparsas é que lhe dão grandes chatices, pois tem de vir depois para os blogues tentar justificar o injustificável. Se escrevessem menos, o Leitor teria de defender menos, justificar menos, ludibriar menos, inventar menos, desculpar menos, e teria mais tempo para organizar os “núcleos” vermelhos nas escolas, quais células de revolucionários prontos a aderir às “lutas a sério! Já agora dou-lhe uma ideia revolucionária, um conselho de marketing à borla: que tal sugerir aos seus amigos (em tempos de vacas magras e supressão de subsídios) uma campanha de angariação de novos sócios, a preços de saldo: “Pague duas quotas leve três”… ou mais, se calhar mais! Era capaz de dar jeito a muitos. E reverter eventuais complicações com desindicalizações. Por mim, como disse acima, era capaz de aproveitar os saldos… a escola está sem delegado sindical e precisa. Os sindicatos são importantes, ninguém o nega.


  10. Olha, olha… já somos 5 em simultâneo no blogue🙂 Que festa!!!

    E juro que não chamei os “apedes”, afinal eles tb são só 2 não é caro “Leitor”? Espero ao menos que agora não se sinta tão sozinho…

    Cumprimentos.


  11. Falta só isto, para acompanhar o tom infantilóide do último comentário “leitoriano”:

    LOL!

  12. Protestografico said,

    Para os caros “sindicalistas” que mais depressa se sentem acossados com quem tenha uma visão diferente do que estimulados a fazer mais e melhor, digo apenas isto:
    http://protestografico.wordpress.com/2010/07/08/sindicalismo-negro/

    Abraço para os valorosos “Apedes”
    PG


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