APEDE


“Post” politicamente incorrecto sobre manifs., greves gerais (de um dia) e outras coisas que tais

Posted in De olhos bem abertos por APEDE em 13/11/2011

O famoso bloqueio que, em 1994, algumas dezenas de camionistas empreenderam contra o aumento das portagens na ponte 25 de Abril foi, nessa altura, acompanhado por uma forma de protesto assaz original e curiosa: os condutores que passavam pelas portagens buzinavam longamente. Note-se que, ao fazê-lo, não deixavam de, obedientemente, pagar as respectivas portagens contra as quais protestavam desse modo singularmente ruidoso. Toda a gente sabe o que aconteceu a seguir: com tanto buzinão, e mesmo com bloqueio incluído, o aumento das portagens não só se manteve como, depois, o preço de passar pela dita ponte aumentou já por diversas vezes. Sem novos buzinões que, entretanto, migraram para outras vias, sempre com o mesmo e invariável efeito: não impedir qualquer aumento das portagens impostas.

Num certo sentido, o buzinão é o paradigma do protesto social mais comum no Portugal democrático: inócuo, totalmente ineficaz e, muitas vezes, voltando-se contra os próprios contestatários (no caso dos buzinões, são os seus tímpanos que mais sofrem).

Vem isto a propósito das manifestações de rua e das greves gerais de um dia tão apreciadas pelos situacionistas do protesto – direcções dos sindicatos, partidos supostamente à esquerda do PS e os novos «indignados». São maneiras de mostrar que há muitas pessoas descontentes com a governação do país, servem para a usual contabilidade das cabeças (que não das espingardas, pois é sempre tudo muito pacífico e muito legal). Servem também, e sobretudo, para os participantes descarregarem emoções habitualmente reprimidas no rame-rame diário. E servem para as tais direcções sindicais e os tais partidos de esquerda aparecerem nos noticiários a debitarem os “sound-bytes” da “luta”. No caso particular das greves gerais de um dia, servem elas para que os funcionários públicos – pois só estes, praticamente, fazem greve – dêem um dia do seu salário a um Estado que, em troca, os trata cada vez mais como “recursos” descartáveis.

Mas nada disto serve para nada mais do que isto.

Quando não estão inscritas num programa que aponte, de maneira clara, para uma transformação das relações de poder e da ordem política instituída, manifestações de rua e greves de um dia esgotam-se em si mesmas. São protestos, sim, mas na sua forma mais infantil: aquela em que o protestante se coloca na posição do filho que contesta as decisões do pai sem jamais sair da sua posição subordinada, visto que nunca imagina poder inverter essa relação de subordinação. Não: está à espera que o pai o ouça e que, ouvindo-o, mude as suas decisões. É claro que o pai se está nas tintas. Pode até condescender e afirmar, paternalisticamente, que compreende as razões de protesto mas que não tenciona alterar um milímetro na sua posição. Pai é pai, e filho é filho.

Protestos assim são meros exercícios de impotência. E uma impotência colectivamente partilhada é só uma impotência elevada ao cubo.

Estão todas as manifestações e todas as greves (de um dia) condenadas a esta triste condição? Nem sempre. Sabemos bem que, nos idos de 2008, houve manifestações de professores, e uma greve de docentes com a maior taxa de participação de sempre, que não foram realizadas sob o signo da impotência. Pelo contrário, foram uma exibição de força, num momento em que se vivia um clima pré-insurreccional nas escolas. Se essa força tivesse sido aproveitada, as relações de poder entre os professores e o governo poderiam ter sido invertidas a favor da classe docente.

Só que, rapidamente, os profissionais e situacionistas do protesto e da luta-faz-de-conta reapareceram em cena e conseguiram tomar conta do processo, com os meios de que dispõem (e cuja dimensão financeira, no caso dos sindicatos, o Ricardo Silva escalpelizou muito bem num seu comentário a um dos nossos últimos “posts”). Fizeram aquilo que melhor sabem fazer e que as tutelas políticas esperam deles : travar iniciativas de resistência dentro dos locais de trabalho, arrefecer o ambiente que se vivia nas escolas, incutir o receio nos professores em relação àquilo que os situacionistas fingiam apregoar – a não entrega dos objectivos individuais da ADD. Em suma: desmobilizar um movimento que não convinha às pequenas estratégias político-partidárias que tomaram, há muito, conta dos sindicatos.

São estes farsantes que agora pretendem vestir a pele de lutadores “à séria”. Só mesmo os mais ingénuos ainda engolem essa história da carochinha.

Com as suas manifs. e as suas greves de um dia, os situacionistas do protesto vão apenas maquilhar a sua impotência e a dos que arrastam com eles. Não estão, de facto, minimamente interessados em modificar a “ordem das coisas”. Estão empenhados em criar eventos que funcionem como válvulas de escape para o descontentamento social, domesticando-o de um modo que o torne aceitável aos senhores do poder. É por isso que os comentadores encartados que comem na gamela dos governos não regateiam elogios ao sentido de responsabilidade das direcções sindicais (elogios que, por vezes, se estendem ao próprio PCP, apresentado como um partido “fiável”).

Com estes profissionais da “luta”, os que mandam podem dormir descansados.

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33 Respostas to '“Post” politicamente incorrecto sobre manifs., greves gerais (de um dia) e outras coisas que tais'

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  1. Protestos assim são meros exercícios de impotência. E uma impotência colectivamente partilhada é só uma impotência elevada ao cubo.

    Lamentavelmente verdadeiro.
    Quem não entende, poderás olhar para outros países…

  2. Leitor said,

    O post não é politicamente incorrecto. É politicamente anedótico. Os perturbados “apedes” trocaram o título deste com o do post mais abaixo “É só rir”.
    Em cada parágrafo uma anedota e uma patética exibição de analfabetismo político.
    A tese principal das duas criaturas conservadas em formol desde o Maio de 68 é a de que nenhuma luta vale a pena se não derrubar o governo. Ou tudo, ou nada, é a proposta dos dois expoentes do verbalismo anarco-radical.
    Vejamos, em pormenor, as teses subsidiárias:
    1. O buzinão de 1994 “não impediu o aumento das portagens”, logo, de nada serviu.
    O facto de, articulado com outras lutas, ter contribuído para a queda do cavaquismo, é um pormenor de somenos importância para os “radicais” “lutadores”.
    2. As manifestações servem só para “descarregar emoções”.
    Não passa pelas cabecinhas dos iluminados “apedes” que os 180 mil funcionários públicos que se manifestaram ontem estavam mesmo a protestar contra os roubos e a destruição dos serviços públicos.
    3. Os partidos “supostamente à esquerda do PS” são “situacionistas do protesto”.
    A indigência intelectual e o reaccionarismo desta asserção dispensam comentários.
    4. Uma greve geral de um dia é ineficaz e inconsequente, proclamam os dois campeões do verbalismo, habituados a lidar só com abstracções.
    A Greve Geral de 24 de Novembro é mais um momento, ponto maior, de muitas lutas concretas por objectivos concretos. Não é o princípio, nem o fim da luta. É estímulo e projecção da LUTA que é imperioso desenvolver.
    5. Em 2008 não se fez a “revolução” porque o “clima pré-insurrecional” existente nas escolas, motivado pelo descontentamento com a ADD, não foi aproveitado pelas “direcções sindicais” que estavam submetidas às estratégias político-partidárias” dos partidos “supostamente à esquerda do PS”. Só faltou concluir aos delirantes “apedes” que os professores, em manifestação de protesto pela revolução adiada, correram a votar maioritariamente nos partidos “supostamente de direita”.
    Algo impossível de entender para os espontaneístas “apedes”, politicamente iletrados e mentalmente bloqueados pelo erro básico de considerar que uma manifestação sectorial e conjuntural de descontentamento, ainda que com forte expressão, era o prenúncio da Revolução.

    Duas notas finais:
    – Não respondo aos ensaios de insulto e ataque pessoal do Ricardo Silva noutro post, nem julgo que valha a pena desmontar a sua argumentação fascistóide contra os sindicatos e os sindicalistas.
    – Para além do blá-blá supostamente esquerdista dos “apedes”, existe uma grave situação de ofensiva contra os professores e os trabalhadores em geral que obriga a escolher o campo: ou se aceita, colabora e apoia, ou se resiste e luta.
    Não há terceira via “apedista”.

    • Mário Machaqueiro said,

      Vale a pena responder a tanta indigência mental revelada, uma vez mais, pelo Vargas-Leitor? Mas como hoje é Domingo e este fulano me diverte, enquanto exemplar de um certo pensamento jurássico, vou fazer esse exercício. Começando pelo início: «Nenhuma luta vale a pena se não derrubar o governo». As lutas valem a pena quando conseguem atingir os objectivos que se propõem. «Lutas» que se propõem determinados objectivos, no plano meramente retórico, mas que não seleccionam os meios apropriados para os atingir ou que não passam de mero fogo de vista para os profissionais da «luta» dizerem que estão vivos são «lutas» entre aspas. É claro que nenhuma afirmação, no nosso argumento, permite dizer que somos partidários do «tudo ou nada». Mas há uma coisa que já percebemos: o Vargas-Leitor é um defensor do «nada».
      Indo agora aos pontos:
      1. O buzinão contribuiu para a «queda do cavaquismo». É o que a “vox populi” gosta de repetir. Mas… o cavaquismo caiu? Ou continuou por outros meios e outras vias? O facto de Cavaco Silva ter perdido as eleições não significa que todas as alterações estruturais que introduziu na sociedade portuguesa, a começar pelo restabelecimento dos grupos monopolistas, não tenham perdurado muito para lá da sua governação. Mas a miopia política de alguns gosta de negar esta evidência incómoda.
      2. Nós não dissemos que os 180 mil não tenham protestado. Foi exactamente isso que fizeram, e é exactamente isso que nós descrevemos no texto. O “Leitor” é que não sabe ler.
      3. O Vargas deve pensar que a acusação de «reaccionarismo» ainda intimida alguém. O mesmo em relação à acusação de «anticomunismo». Aqui é apenas pateta e patético.
      4. Este ponto é só retórica vazia. O género de blá-blá com que estes senhores, situacionistas de facto, gostam de maquilhar a vacuidade e a ineficácia estratégica (quer dizer: deliberada) das suas grandes “lutas”.
      5. Cretinismo puro. Alguém disse que o combate que os professores estavam a travar era o prenúncio de alguma revolução? O que o Vargas-Leitor não consegue justificar, perante os professores que o lêem e sabem muito bem o que se passou, é a forma como as direcções sindicais “borregaram” miseravelmente. Quanto ao voto nos partidos de direita, já conhecemos a cantiga: a culpa é sempre dos eleitores, que nunca entendem a via luminosa das “vanguardas”. “Vanguardas” que, esclarecidas como são, nunca páram um minuto para se interrogar onde erraram (claro, são infalíveis como o Papa!).
      Concordo que a opção tem de ser pela resistência e pela luta. É aquilo que os sindicatos e os partidos de esquerda estão a fazer? Ainda não dei por nada.

      • Leitor said,

        Ler de novo, mais devagar e com com mais atenção.
        Tente depois contradizer o meu comentário, de preferência com argumentos relativos ao seu conteúdo.
        Procurei escrever frases simples, mas esqueci-me de prevenir que era para ler devagarinho.
        Ainda assim, caso haja dificuldade na percepção de algum ponto, poderei desenvolver a explicação.


        • Ahhh os ataques pessoais…

        • Mário Machaqueiro said,

          Tem graça isto vir de alguém estruturalmente incapaz de compreender e, por consequência, de pensar a maior parte do que aqui se escreve.

      • de Barroso said,

        Vassalagem pura!


    • Resiste e luta?

      Quem? a FENPROF?

      Mas qual luta?

      A que resulta em Memorandos e Acordos?

      Mas qual luta?

      A das greves de duas horas?

      Mas qual luta?

      A da revolução para amanhã?

      Mas qual luta?

      A que mantém dirigentes nos sindicatos por mais de 20 anos, com resultados cada vez mais gravosos para os que representam?

      Mas qual luta, afinal?

      Vão-se embora, vão dar aulas. A TEMPO INTEIRO de preferência. Está na hora!

      E não se preocupem, a luta há-de continuar!

      E se não forem embora, o que é o mais natural, vejam lá se encontram um nome porreiro para o culminar do próximo grande momento de luta a sério: Memorando e Acordo, já foram usados.


    • O Leitor está realmente com alguns problemas ao nível do entendimento da expressão escrita. Aquilo que eu digo e mantenho é que estas manifestações são organizadas para servirem de válvula de escape a uma insatisfação e revolta reais. Se não acontecessem é que seria perigoso, porque o clima de contestação poderia aquecer demais e levar a uma explosão descontrolada e não sindicalmente enquadrada. E isso é o medo de todos os governos e também das cúpulas sindicais. Não há nada pior do que surgirem ações de rua que não se conseguem controlar facilmente. Com quem iria falar o governo? Como se impediria que os sindicatos perdessem todo o protagonismo do protesto e respectiva capitalização. Não é por acaso que o fenómeno de emergência dos movimentos independentes de professores foi tão hostilizado e torpedeado por muitos sindicatos, suas cúpulas e respectivos “cães de fila”. E a verdade é que já só falta silenciar um…

      Força!!!


  3. […] “Post” politicamente incorrecto sobre manifs., greves gerais (de um dia) e outras coisas que ta… Share this:Gostar disto:GostoBe the first to like this post.   […]

  4. Mário Machaqueiro said,

    A Fernanda escusa, doravante, de vir para aqui bolsar disparates: irá para spam, como foram os últimos comentários. Se o quiser fazer com outro “nick”, terá o mesmo destino. A razão é muito simples: falta de pachorra.

  5. Zé Manel said,

    Já vai sendo tempo de desmontar de vez o argumentário dos burocratas de serviço, neste caso sobre a substância das lutas em curso. Todos sabemos que é nas épocas de crise que as forças em presença se posicionam com mais clareza. Face ao maior e mais grave problema do país (de muitos países), a questão da DIVIDA, o modo como os redutos político-partidários assumem o facto diz tudo sobre as suas reais intenções. Um pouco à socapa, como convém, os partidos de esquerda confessam a sua CONCORDÂNCIA com o pagamento da dita (embora com nuances), com destaque para o PC e seus satélites. Mas, por outro lado, este partido e as suas organizações encenam uma campanha contra as medidas de austeridade, com muitas greves e manifs, austeridade essa que é o corolário da dívida subscrita pelos mesmos siuacionistas. Como entender então essas lutas e greves? Como lutar contra a austeridade, o desmantelamento dos serviços públicos, cortes, etc, e simultâneamente concordar com o pagamento da dívida obscena causadora da mesma austeridade???? Esta contradição insanável é sempre escondida pelos mesmos detentores da verdade absoluta e SÓ PODE TER UMA LEITURA!!! Essas greves e manifs organizadas pelos seguidores da “voz do dono” só podem ser a fingir, não podem ter substância, não conduzem a lado nenhum, esgotam-se em si memo no protesto pelo protesto. Têm apenas a conhecida função catártica de iludir o povo, fazendo-o crer que está a lutar “a sério”, contendo a revolta dentro de limites bem comportadinhos que o poder agradece reconhecido. É toda esta maquinação feita na sombra que não nos cansaremos de desmascarar.
    Greve Geral? Já pareço o JO:- Eu queria aplaudir…!!!!

  6. fjsantos said,

    Zé “sindicalista” Manel,
    «Têm apenas a conhecida função catártica de iludir o povo, fazendo-o crer que está a lutar “a sério”, contendo a revolta dentro de limites bem comportadinhos que o poder agradece reconhecido.»

    Foi assim que te sentiste ontem, descendo do Saldanha até aos Restauradores? Iludido e crendo que estavas a lutar a sério? Ou estavas consciente dessa ilusão e só foste à manif para avisar o povo que estava a ser guiado pelos seguidores da voz do dono.

    É só rir…..

    • Zé Manel said,

      Eu estive presente nessa manif como em muitas outras,mas não para obedecer a interesses que não serão nunca os meus. Já agora queria agradecer a não resposta à contradição que citei. Esse silêncio é profundamente eloquente e é em si mesmo a melhor resposta.

    • Leitor said,

      Francisco:
      Na próxima manifestação fazes favor de me dizer quem é este “sindicalista”, que na outra manifestação diz que foi atacado por uma camioneta, porque gostava de falar com ele para me explicar, presencialmente, quem são os “burocratas de serviço”.


      • Uiiiiiii tenham medo, se a próxima manifestação for no Terreiro do Paço… ainda se corre o risco de ver por lá um “auto-de-fé”. Não seria propriamente novidade.

      • Mário Machaqueiro said,

        Zé Manel,

        Acautela-te, que o «Leitor» quer-te bater! Será que ele tem uma camioneta pronta para te atropelar?…

      • Leitor said,

        “Bater” só em sentido figurado. A força das ideias e da razão.

        Os “apedes” é que andam agora a ler o Marighella:
        http://www.marxists.org/portugues/marighella/1969/manual/index.htm
        como se deduz do anedótico post. Cito: “que não das espingardas, pois é sempre tudo muito pacífico e muito legal”
        😆

      • Zé Manel said,

        Vais querer explicar aquilo que eu presenciei? Só podes estar a gozar.


    • Pois é… afinal há “apedes” que vão a todas as manifestações. E podem ir à vontade e ficar tranquilos que aqui ninguém ameaça ninguém com processos disciplinares por participarem em manifestações convocados por terceiros…

      Ou será que isto não aconteceu…? Deixo só a questão… que vi comentada por aí…


  7. […] ver uma associação irrelevante e inócua teorizar sobre a impotência da reivindicação, ou o tom ressabiado de quem percebe que o espaço político é exíguo para uma luta particular […]


    • Olha olha… hoje houve reforços:

      O Miguel (este é dos lutadores “à séria”) tb se junta à festa.

      É assim mesmo!

      Não me digam que esta associação “irrelevante e inócua” incomoda assim tanto ao ponto de justificar post e ligações de blogues empenhados na revolução. O espaço político é realmente exíguo…

    • maria said,

      Então porque estão tão mobilizados e concentrados neste post?

      A fernanda deixou os faxes de lado e resolveu provocar, o outro que conhecer físicamente quem denunciou os ataques aos desalinhados, estão nervosos e ainda não nos expicaram ( aos que trabalham como professores, mesmo nos fins-de-semana) porque esqueceram o “modelo de gestão”. Se tivessem que planificar aulas, elaborar fichas e grelhas, corrigir testes e trabalhos compreendiam porque cada vez desacreditam mais o movimento sindical que queríamos combativo, leal, imaginativo e que permitisse que a nossa voz fosse ouvida e respeitada.

  8. trasgo said,

    Sem mais delongas e conversas da treta, gostaria de manifestar o meu apoio aos “apedes”, que os outros estão mesmo a pedi-las.

    Se tiverem pachorra cliquem no link

    http://trasgalhadas.blogspot.com/2011/10/agarrem-me-senao-eu-vou-me-ele.html

    Bom domingo

  9. Jorge Martins said,

    Embora venha aqui quase todos os dias, há uns tempos que deixei de comentar em blogs, pois o tempo não dá para tudo. Aqueles que me conhecem sabem que vivo em Coimbra, dou aulas em Leiria e estou a acabar um mestrado em Lisboa. Aproveito esta oportunidade para saudar o Mário e o Ricardo pelos excelentes posts que têm colocado neste espaço. A lucidez e o “sumo intelectual” que mostram deviam dar que pensar, quer aos que nos (des)governam quer aos autoarvorados em “profissionais da luta(?)”.
    Sobre o post em questão, não podia estar mais de acordo. O sindicalismo-que-temos está cada vez mais divorciado daqueles que diz representar. As formas de luta(?) que utilizam, bem como toda a
    propaganda, estão mais que datadas: olhar para os folhetos da FENPROF de hoje em dia e de há 30 anos atrás é um exercício de “descubra as diferenças”.
    Sobre as formas de luta desses “camaradas”, proponho um pequeno dicionário:
    grande manifestação nacional = grande excursão à capital;
    concentrações nas capitais de distrito = passeatas na baixa dessas cidades;
    greve geral de um dia = um dia de férias não pago;
    plenário distrital ou nacional = missa com homilia do “bispo” distrital ou do cardeal Nogueira.
    abaixo-assinado = sessão de autógafos para o ministério.
    Já agora, quando vi a cumplicidade entre o Jardim e o Nogueira não fiquei surpreendido. O Mário Nogueira está para o SPRC (que domina por completo há mais de 30 anos) como o Alberto João está para a Madeira. No arquipélago, os serventuários são do PSD; no SPRC, são do PCP.
    Apesar de tudo, na Madeira, ainda há eleições com várias listas (apesar da desigualdade gritante em favor do PSD), enquanto que no SPRC nem isso, pois, com os atuais estatutos, é quase impossível outras tendências apresentarem uma lista.
    Já agora, folgo em saber que a APEDE continua a incomodar e que os “camaradas” continuem a lançar, continuamente, alguns reles “cães de fila” contra nós. Mas, como diz o povo: os cães ladram e a caravana passa.

    • Mário Machaqueiro said,

      Um grande abraço para ti e felicidades nessa tua vida repartida por várias paragens.


    • Jorge,

      Um grande abraço!

  10. Quim Tino said,

    Caso INSÓLITO
    Diretor e Presidente de Conselho Executivo/ Diretivo há mais de 20 anos com progressão na carreira como se fosse licenciado sem o ser.
    O atual Diretor do Agrupamento de Escolas Dr. João de Araújo Correia, recentemente eleito -16 de julho de 2011- apresentou-se a concurso, como sendo licenciado em Produção Animal na IUTAD quando, afinal, se verificou que nunca completou a licenciatura que diz ter.
    De acordo com o Regulamento eleitoral para o cargo de Diretor, aprovado, por unanimidade, pelo Conselho Geral Transitório, os candidatos que prestassem declarações falsas seriam excluídos automaticamente do concurso. A Comissão que acompanhou e verificou todo o processo eleitoral, na sua boa fé, não verificou se o candidato tinha ou não feito declarações falsas; aceitou-as como verdadeiras e, por isso, considerou que o ex Presidente da Comissão Administrativa Provisória, ex Diretor do Agrupamento vertical de Peso da Régua, ex Presidente do Conselho Diretivo/Executivo, reunia as condições para ser candidato a diretor do Agrupamento, vindo a ganhar a eleição com 12 votos contra os 9 que o seu opositor teve, no órgão que o elegeu – o CGT.

    Faça-se JUSTIÇA!!!!!


  11. Quim Tino,

    Que se apurem os facto e, claro, que se faça justiça. Há certamente meios de recurso, ao abrigo do CPA, e à luz das próprias regras constantes na abertura do concurso, que o CG e o(s) candidato(s) derrotado(s) podem usar.

  12. Junior said,

    Incrivel! Como podem agir assim?

    http://amatemagica.wordpress.com/

  13. IC said,

    Até fui ver quem era esta “APEDE”, que já não me lembrava. “A APEDE nasceu da iniciativa de um núcleo inicial de professores da Grande Lisboa, das Caldas da Rainha, de Barcelos e de Famalicão que convergiram na necessidade de criar uma associação de professores de âmbito nacional que conseguisse relançar a resistência dentro das escolas contra as políticas mais gravosas deste Ministério da Educação…..”
    Ah! Agora percebi. Mas se era só por causa daquele Ministério da Educação… esse já não existe. Não seria mais correto passarem a escrever o que quiserem (e, se quiserem, a fazer servicinho ao actual) em nome individual em vez de escreverem sob o nome de associação de professores sem saberem se ainda representam alguns???

    • Mário Machaqueiro said,

      Descanse que nós sabemos bem quem representamos. E também percebemos o tipo de gente que você, cobardemente, representa.

  14. Zé Manel said,

    Aqui aprende-se sempre muita novidade. Depois de pensar que já tinha visto de tudo, ainda aparece um IC convencido que “aquele ministério da educação” já não existe. Convenhamos que esta é dose a mais de miopia. Já não há pachorra para os que se obstinam desesperadamente em não ver o elefante, mesmo depois de baterem uma e outra vez com as ventas bem no lombo do bicho. Talvez um dia percebam que o paquiderme continua lá, impávido e sereno………..


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