APEDE


Aqui está uma iniciativa que merece todo o nosso apoio

Posted in Cidadania,Resistências por APEDE em 16/11/2011

POR UMA AUDITORIA CIDADÃ À DÍVIDA PÚBLICA

Com uma Convenção a ter lugar em Lisboa a 17 de Dezembro de 2011 que institua um processo de Auditoria Cidadã à Dívida Pública.

Porque é possível realizar iniciativas fora das rotinas e dos rituais inconsequentes.

Porque são possíveis acções que não se limitem a maquilhar uma impotência colectiva.

Porque é possível lutar por mudanças efectivas que contrariem a ordem instituída.

22 Respostas to 'Aqui está uma iniciativa que merece todo o nosso apoio'

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  1. Zé Manel said,

    Concerteza que a iniciativa em si é exactamente o que precisamos neste momento e é aquilo que já devia ter sido feito. Mas não é menos significativo que nenhum partido tenha avançado oficialmente com essa iniciativa. Apenas o muribundo BE esboçou algo nesse sentido, mas de modo atabalhoado. É curioso ver figuras gradas do PC e do BE entre os proponentes do projecto. Isso é a materialização prática de como os directórios instituídos, anquilosados nas suas práticas puramente umbiguistas não têm qualquer capacidade para lidar com a realidade que evolui a velocidades vertiginosas. Afinal estes partidos estão a servir exactamente para quê? Para validar as estratégias impostas do exterior? Aproximamo-nos do grau zero da democracia conduzidos precisamente pelos pilares da mesma democracia que são os partidos-que-temos.

    • Leitor said,

      Figuras gradas do PC, ó Zé Manel?
      Só contaram pr’a você?
      Quantos são?
      Quem são?
      Ultimamente só vê fantasmas. E camionetes.
      ……

      E dia 24, cumequiê?

      • Zé Manel said,

        O leitor burocrata de serviço obstina-se em não ver a realidade. Mas o Nogueira, o Avelãs e os outros já começam a ver e não querem perder o comboio. Já foram a correr à procura de alternativas fora da voz do dono. Não é por acaso, claro.
        Até as publicações da sede na Fialho de Almeida já se referem (imagine-se) às manifs dos indignados. Um pouco tarde, mas lá estão, ainda que em tom sobranceiro e paternalista. Não tiveram outro remédio, coitados. Lá foram mais uns sapinhos.
        Depois há os apelos à greve geral mas nem uma palavra sequer sobre a manif do mesmo dia. Esta é mesmo à medida. Ah! Pois. Não é uma prioridade.

  2. Mário Machaqueiro said,

    Bom, Zé. Mas uma iniciativa de cidadãos de diversas proveniências, uns filiados em partidos e outros não, tem mais hipóteses de ser transversal à sociedade e de não aparecer simplesmente conotada com uma determinada organização partidária – o que, com o descrédito geral dos partidos, só contribuiria para afastar pessoas em vez de as unir.
    Nota à margem: viste que o Mário Nogueira aparece como um dos subscritores. Significa isso que até para ele há esperança!

    • Zé Manel said,

      Isso é verdade, mas depois de ver o ex-maoista Durão Barroso defender no Parlamento europeu impostos extra sobre as grandes fortunas e os rendimentos mais abastados, já nada me espanta. Parece-me que tudo isso são sintomas de desespero. Representam a sensação de que os velhos esquemas e categorias do passado deixaram de funcionar e daí haver uma fuga para frente, mesmo daqueles que sempre advogaram o contrário. Sinal dos tempos, claro. Pessoalmente não tenho esperança nenhuma nem no Nogueira, nem no Avelãs, nem no Durão, etc. Apenas parecem estratégias de mera sobrevivência política. A ver vamos o que sai daqui.

  3. Leitor said,

    O Zé Manel das “Camionetes” é um pândego.
    Vê assombrações e fala do que não sabe.
    Além de acumular o analfabetismo político com a ignorância em matéria sindical, tem um conflito insanável com a verdade e o rigor.
    As “figuras gradas do PC” que viu na lista e que lhe serviram de pretexto para regurgitar o anti-comunismo primário, afinal só eram duas, só que nem eram “figuras gradas”, nem eram do “PC”.
    A primeira “figura” deixou o PC haverá mais de dez anos. A segunda é um professor aposentado que, por ter o primeiro e o último nome idênticos aos de um conhecido dirigente sindical e militante comunista, fez questão de assinar indicando os apelidos intermédios. Para evitar confusões. Não contava é que aparecesse o Zé Manel das “Camionetes”.
    Um contorcionista patusco que ainda há pouco tempo chamava “apóstolos da desgraça” aos críticos mais radicais da zona euro.
    Nesse tempo (Abril-Maio), outro “apede” resignado com as imposições da troika garantia que eram inevitáveis porque não havia dinheiro para pagar aos funcionários públicos. E os dois ou três “apedes” desancavam no PC por não ter ido ao beija-mão com a delegação da troika fingir que “negociava”.
    A memória dos “apedes” é curta.
    A avaliação da dívida foi requerida pelo PCP em Abril quando da primeira proposta que apresentou na AR visando a renegociação da dívida.
    E de novo em Junho. O Zé Manel das Camionetes informe-se primeiro e fale depois. Evitava tristes figuras.

    http://www.pcp.pt/pcp-prop%C3%B5e-renegocia%C3%A7%C3%A3o-da-d%C3%ADvida-p%C3%BAblica-e-o-desenvolvimento-da-produ%C3%A7%C3%A3o-nacional

    • Mário Machaqueiro said,

      Ai o Mário Nogueira, afinal, não é o Mário Nogueira? Então pior para o outro Mário Nogueira que não é este Mário Nogueira. Por momentos, pensei que o outro Mário Nogueira que não é este Mário Nogueira fosse capaz de ser melhor do que ele próprio…

    • Mário Machaqueiro said,

      As referências às posições que os “Apedes” tomaram em Abril-Maio distorcem tudo o que defendemos na altura. Ou melhor: são todas estúpidas, pois mostram que o Vargas-Leitor não consegue perceber os textos que tem à frente. Se ele é um tão zeloso guardador da memória do que aqui se escreve, será pedir muito que ao menos saiba interpretar?

    • Mário Machaqueiro said,

      O José Manuel Vargas-«Leitor» insiste em não fazer jus ao desajustado nickname que escolheu. Não é mesmo capaz de ler. O que se diz no “post” cujo conteúdo teima em distorcer não é que não havia alternativas ao programa da “troika”, mas sim que os partidos à esquerda do PS não souberam (ou não quiseram) indicar, de forma clara, exequível e politicamente mobilizadora, que alternativas eram essas. O que se pedia nesse “post” era que tais partidos apontassem essas alternativas e que não se auto-marginalizassem do debate público. Por outro lado, o “post” também não pedia que o PCP e o BE (partido que o Vargas-Leitor pretende sempre rasurar) fossem “negociar” com a “troika” (onde é que isso está escrito no nosso texto?), mas sim que aproveitassem a possibilidade de se encontrarem com a dita cuja para marcarem terreno e exporem, publicamente, a sua posição – com uma oportunidade adicional para explicarem as tais alternativas ao eleitorado. A verdade é que o PCP e o BE, com a decisão que tomaram, escolheram a via da auto-menorização política, por uma espécie de pundonor parvo que não lhes trouxe um único voto. Curiosamente, as centrais sindicais – a começar pela sua tão amada CGTP – não seguiram essa via e encontraram-se com a “troika”. Significa isso que, no entendimento asinino do “Leitor”, a CGTP foi lá para “negociar”? Ou simplesmente para marcar uma posição confrontacional?

      • Leitor said,

        O PCP apontou alternativas numa Conferência Económica realizada antes do pedido de “ajuda externa”, as quais referi aqui em devido tempo (não me apetece agora procurar o link). Os “apedes” ignoraram e desvalorizaram.
        O PCP não reuniu com a troika para não credenciar e legitimar a intervenção estrangeira. Outros terão um entendimento diferente da soberania nacional. O BE também não reuniu, mas arrependeu-se logo a seguir às eleições. Percebem a diferença, ilustres “apedes”?
        Não, não percebem, porque a formatação ideológica e os preconceitos vos impedem de ver soluções fora do quadro do capitalismo dominante. E, na prática, ao recusarem a luta organizada (greves, manifestações, acções de luta concretas por objectivos concretos), estão a ser coniventes com a situação.
        A intelligentsia apedista está mais direccionada para o combate anti-sindical do que propriamente para a resistência ao pacto de agressão.
        Mas de tão inteligentes (os que pensam diferente consideram-nos asnos) e tão convencidos da vossa verdade nem se darão conta do papel que, na prática, estão a desempenhar.

        Como escrevia há dias Agostinho Lopes:
        “A gravidade da situação económica e social decorrente da fase actual da crise sistémica do capitalismo, obriga a classe dominante (a burguesia) a um extraordinário esforço de manipulação e diversão ideológica. Uma numerosa coorte de jornalistas, comentadores, articulistas, especialistas «sociais» – economistas, sociólogos, politólogos e filósofos… – é mobilizada e faz horas extraordinárias para explicar, justificar, esconder, as causas e os responsáveis pelo desastre.”
        http://www.omilitante.pcp.pt/pt/315/Economia/?tpl=1631

        Neste link encontrarão opiniões de comunistas sobre a situação económica. Isto se algum dia quiserem comentar sem ser na base de clichés estereotipados.

    • Mário Machaqueiro said,

      «O PCP não reuniu com a troika para não credenciar e legitimar a intervenção estrangeira», diz o Vargas-Leitor. Portanto, considerando que a CGTP reuniu com a “troika”, essa central sindical esteve a «credenciar e legitimar a intervenção estrangeira». Mas… espera lá. A direcção da CGTP é maioritariamente composta por elementos do PCP… Logo, seguindo o brilhante raciocínio do Vargas-Leitor, o PCP, por interposta via da CGTP, esteve, afinal, a «credenciar e legitimar a intervenção estrangeira»!
      Com cabecinhas deste jaez, o PCP vai longe, vai!

      • Leitor said,

        Cada tiro, cada melro (neste caso, pardalito):
        1. O PCP é um partido político
        2. A CGTP é uma central sindical
        3. Um partido político não é uma central sindical

        Percebido?
        Passamos à 2ª lição:
        1. Na CGTP há elementos do PCP, do BE, do PS e representantes de outras correntes de pensamento (p. ex.católicos progressistas)
        2. Os elementos do PCP na CGTP privilegiam a unidade na acção.
        3. A intervenção da CGTP na sociedade é diferente da intervenção do PCP.

        Assimilado?
        3ª lição:
        1. A realidade político-social é muito complexa, fora do alcance e da compreensão do pensamento mecanicista-apedista.
        2.

        • Mário Machaqueiro said,

          Ai a acusação de «mecanicismo»! Ai o que aí vai de filosofice marxóide-leninóide mal assimilada (no pouco que ela tem para se assimilar)! Aposto que o Vargas-Leitor andou de braço dado com o Eduardo Chitas, uma das maiores nulidades intelectuais (entretando falecido) que me foi dado conhecer (e sofrer)…

        • Mário Machaqueiro said,

          A “dialéctica” (não mecanicista, pois claro!) do Vargas é só uma anedota pronta a torcer para justificar tudo e o contrário. O que vale para a CGTP já não vale para o PCP! Isto é tão ridículo que nem merece comentários. Fica, entretanto, esta pérola de originalidade jurássica: «Os elementos do PCP na CGTP privilegiam a unidade na acção». Acrescentemos: ao contrário do Vargas, que passa a vida a dizer cobras e lagartos do BE e que está ressabiadíssimo porque a lista dele foi vencida nas eleições para a direcção do SPGL por uma lista dominada por elementos do BE. Aí já não há «unidade na luta», pois não? E fico-me por aqui, pois vou jantar e comentar “varguices” não é, propriamente, o meu aperitivo preferido…

  4. Zé Manel said,

    Fazendo jus aos pontos 1 e 2 da Cartilha do Bom Sindicalista (que os defensores do pensamento único se abstiveram de comentar!) vem mais uma vez o alinhado leitor provocar a APEDE e os seus membros, agitando o espantalho das mentiras, das falsidades e outros crimes. Apenas responderei que nós da APEDE nem sequer precisamos de inventar nada. Todas as nossas denúncias e referências são sómente os retratos da realidade. Os factos são suficientemente eloquentes para precisarem de quaisquer elocubrações fantasistas. Agora, se os detentores da verdade absoluta, não gostam da realidade dos factos, se os ignoram, os distorcem e os negam para manter a “coerência”, enfim, é um problema deles, claro. Porque evidentemente, os acontecimentos permanecem. A camionete foi de facto atirada pelos controleiros contra os manifestantes, os burocratas de profissão fazem SIM parte da comissão de auditoria da dívida ( e não são apenas dois, mas muito mais do que isso), o PC advoga o seu pagamento oficialmente, o anti-sindicalismo primário nunca existiu bem como uma série de outros fantasmas que o alinhado leitor inventa para denegrir os que considera inimigos.
    A APEDE nunca foi anti-sindicalista. Sempre considerámos a importância da organizações sindicais e as nossas críticas visam sempre as políticas erradas dos dirigentes e sua corte e nunca os sindicatos em si. Aliás, nunca confundimos os sindicatos com a clique dirigente. Essa falácia de pensamento deixamo-la aos burocratas de serviço. A própria APEDE existe porque as estratégias sindicais faliram completamente na sua missão de defender a classe que deviam representar. Os factos são estes e a realidade será sempre mais importante que todas as ideologias juntas.

  5. Leitor said,

    “O justo é o que assume a responsabilidade pelos seus actos”
    (Albert Camus)

    ……………………………..
    Já deu para perceber que aquilo que o “Zé Manel” diz hoje pode ser o contrário do que disse ontem e que vai continuar, alegremente, a faltar à verdade e a não assumir a responsabilidade pelo que disse.
    O que torna estéril, senão impossível, qualquer discussão.
    Não reúne os requisitos mínimos.
    E não vale apena perder mais tempo com inimputáveis.

    • Zé Manel said,

      A cegueira obstinada dos arautos do pensamento único leva-me hoje a fazer uma pequena evocação histórica. O camarada Estaline, nas vésperas da II Guerra, mesmo depois de repetidamente avisado de que os seus aliados nazis preparavam um grande invasão do solo sagrado da mãe-rússia, fingiu sempre que tal ameaça era mais uma das tais atoardas, dando origem a que as tropas na frentes fossem apanhadas completamente desprevenidas, pois nem sequer havia sido dada ordem de combate. O custo desta cegueira foi incalculável como o será sempre. É para isto que servem as enormes palas.

  6. Jorge Martins said,

    O problema dos cães de fila é que só agem à voz do dono, não têm personalidade própria. O melhor é deixá-los a ladrar sozinhos.

  7. Leitor said,

    Comentário aqui, para não “afunilar” mais a discussão (especialidade MM):
    1.O Eduardo Chitas não foi meu professor. Foi meu amigo e camarada.
    Abandonei o curso de Filosofia por não corresponder às minhas expectativas. Aposto é que o MM foi aluno do Cerqueira Gonçalves e doutros abencerragens, já que evidencia concepções idênticas.
    2. Comparar a situação da direcção do SPGL com a da CGTP só por manifesta ignorância, ou puro disparate.

    E para este fim-de-semana, já chega de comentários.
    Há que dar espaço para os monólogos e solilóquios da apagada e vil tristeza apedista.

    • Mário Machaqueiro said,

      Por que é que eu adivinhei que o Vargas e o Chitas foram unha com carne? Esta gente é previsível até ao bocejo. Quanto ao Cerqueira Gonçalves, só se distinguia do Chitas por pertencer a uma fé distinta. Mas o dogmatismo e a mediocridade eram iguais.
      O meu campeonato era (e é) outro, coisa que os Vargas deste mundo nunca conseguirão entender.
      Pensando bem, palpita-me que o “Leitor” vai ter, de futuro, o mesmo caminho da Fernanda…

  8. maria said,

    Quando os argumentos faltam o pendura da camioneta passa á calúnia. Mas só poderia ter efeito se tivesse capacidade.
    Será que também é Mário além de Vargas? Relembro um dos obreiros da destruição da confiança dos professores na Fenprof, também se chamava Mário. Lembram-se? Também parecia um” pombo de papo” como o que escreve: “assimilado?”, “percebido?”, 2.ª lição e….Mestre escola?
    Não percebeu que o que ele quer “assimilado” vai para o intestino grosso.


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