APEDE


Desmontando o modelo de gestão das escolas

Posted in Gostávamos de escrever assim por APEDE em 19/11/2011

Mário Carneiro, com o seu blogue «O estado da educação e do resto», é, no nosso país, um dos bloggers que melhor pensam as questões educativas (e o resto). Os seus textos não respeitam algumas das “normas” da blogosfera: não são curtos e estão a anos-luz do pronto-a-consumir de ideias para deglutição distraída. Pelo contrário: são textos por vezes densos, com um rigor argumentativo implacável, e que exigem concentração do leitor. São, em suma, textos de quem pensa, destinados a quem quer pensar. Se, contudo, os lermos até ao fim, somos sempre retribuídos com alguns dos melhores argumentos que circulam na blogosfera a respeito dos problemas que se abatem sobre o sistema educativo em Portugal.

Servem estas palavras de introdução a um conjunto de “posts” nos quais Mário Carneiro tem vindo a desmontar, peça a peça, as contradições e os dislates que afectam o actual modelo de administração escolar. Num momento em que as direcções sindicais parecem ter esquecido um dos piores abcessos da nossa Escola Pública, relegando para um estranho segundo plano aquilo que é, de facto, central e decisivo, estes textos de Mário Carneiro vêm lembrar-nos que continua a pesar nas escolas um modelo de gestão que inquina por completo o quotidiano profissional dos professores.

Chamamos, em particular, a atenção para um aspecto que o Mário sublinha com especial ênfase: o hibridismo, neste modelo de administração, entre procedimentos pseudo-democráticos e procedimentos de gestão “empresarial” que esvaziam totalmente os primeiros. Vale a pena ler:

Apontamentos sobre um desastroso modelo de gestão – 1

Apontamentos sobre um desastroso modelo de gestão – 2

Apontamentos sobre um desastroso modelo de gestão – 3

Apontamentos sobre um desastroso modelo de gestão – 4

2 Respostas to 'Desmontando o modelo de gestão das escolas'

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  1. Leitor said,

    Os textos de Mário Carneiro sobre o modelo de gestão são particularmente incisivos na crítica às ilusões sobre o papel do Conselho Geral.
    Até diria mais, mas receio ultrapassar os limites da glosa escolástica permitida.


  2. 🙂 Tenho a certeza que, tal como eu, se o meu amigo Mário Carneiro ler o comentário do Leitor não deixará de esboçar um largo sorriso. Ambos sabemos porquê. Quanto ao meu posicionamento relativamente aos Conselhos Gerais, e ao papel que podem e devem ter, ele é sobejamente conhecido e já foi diversas vezes explicado nas caixas de comentário do blogue. Não tenho nada a acrescentar. Por agora.


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