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Eis no que deu o «pós-modernismo»

Posted in Congelados e à espera de melhores dias por APEDE em 21/11/2011

Há uns anos atrás, muito se falava do «fim da história» e do «fim das grandes narrativas» da modernidade. E vários pensadores influentes celebravam a emergência de uma condição histórico-política na qual o presente, o passado e o futuro se confundiam e se equivaliam. Uma Babel, nem feliz nem infeliz, de onde a ideia de progresso fora evacuada ou retida apenas como paródia de si própria.

Agora já ninguém fala de «pós-modernismo». Foi uma daquelas etiquetas conceptuais que relegamos para o esquecimento mais depressa do que o fazemos com o rótulo de uma embalagem de supermercado. Mas começamos a perceber onde nos conduziu o tempo histórico que designámos dessa forma.

Conduziu-nos aqui, à situação que Rui Bebiano descreve neste texto.

Não que as alternativas ao sistema vigente tenham desaparecido, numa altura em que o sistema se revela incapaz de criar alternativas para si a partir de si mesmo (essa capacidade de regeneração “permanente” que muitos atribuíam ao capitalismo). A nossa condição actual é outra: é uma condição em que nenhuma das correntes políticas em confronto consegue (ou está interessada em) articular essas alternativas de modo a transformá-las num movimento politicamente mobilizador.

E aqui estamos. Por quanto tempo? 

 

Uma resposta to 'Eis no que deu o «pós-modernismo»'

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  1. Zé Manel said,

    Concordo plenamente, mas iria um pouco mais fundo. A verdade é que o próprio debate teórico-ideológico foi banido dos partidos e até do sindicalismo. Nenhuma elite partidária da direita à esquerda está mínimamente interessada em discutir ideias mesmo quando tal debate é indispensável. Todos se entrincheiram atrás dos seus feudos, do status quo e lutam desesperadamente por mantê-los (sempre virados para o passado e nunca para o futuro) com destaque para a esquerda. Esta atitude só pode gerar necessáriamente a mais profunda desconfiança não só entre os agentes políticos, mas sobretudo perante o povo que alimenta o maior asco por essas elites (e estas retribuem, claro!). Assim, embalados na querença de que “nós é que somos os bons”, caminhamos alegremente para o colapso, sem que alguém se dê ao trabalho de pôr a questão: – Afinal, o que vamos fazer a seguir?


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