APEDE


Um programa “coerente”: desmontar a segurança social, peça a peça

Posted in Austeritarismo por APEDE em 11/11/2011

O grande embuste

Posted in Austeritarismo por APEDE em 26/10/2011

Os nossos desgovernantes, e o ministro das Finanças em particular, estão marrecos de saber que não vão conseguir controlar as despesas públicas para atingir a meta de défice que lhes (nos) foi imposto. E sabem muito bem que não haverá lugar para qualquer «alteração estrutural que permita erradicar permanentemente o descontrolo da despesa». Estão perfeitamente cientes de que, mais cedo do que mais tarde, terão de pedir novos “resgates” e “ajudas” aos predadores do costume. E percebem que, no fim, terão mesmo de pedir a reestruturação e a renegociação da dívida – pois, como eles gostam de dizer, não há outra alternativa.

Mas, por enquanto, vão mentindo com a boca toda, para justificarem o seu próprio acto de predação caseira

Dizem que as iniquidades são muito relativas. As prioridades, pelos vistos, também

Posted in Austeritarismo por APEDE em 22/10/2011

Nunca devemos subestimar o poder da estupidez

Posted in Austeritarismo,À beira do abismo,Ensaio sobre a cegueira por APEDE em 13/10/2011

Votaram nele, não votaram? Agora engulam!

Posted in (Des)governo,Austeritarismo,À beira do abismo por APEDE em 06/06/2011

Educação: um desastre anunciado

Posted in (Des)educação,(Des)governo,Austeritarismo por APEDE em 05/05/2011

Por incrível que pareça, houve professores (baseamo-nos em fontes bem colocadas) que engoliram o número que o primeiro-pantomineiro montou na sua conferência de imprensa de 3.ª feira: uau! Não vai haver cortes nos salários, nem cortes nos subsídios de Natal e de férias, nem despedimentos! Porreiro, pá!

Queridos colegas:

moderem o vosso entusiasmo. Façam o que o outro disse: não entrem em euforia.

Porque…

… o corte anunciado de 195 milhões de euros (cento e noventa e cinco, leram bem) para o sistema de ensino no próximo ano vai representar o maior desastre que se abateu sobre as escolas portuguesas desde o 25 de Abril.

Vocês, que pelos vistos gostam de passar dos cenários depressivos imaginados ao contentamento mais (enfim, utilizemos um eufemismo) ingénuo, comecem a fazer as continhas.

Façam o favor de juntar o número de 195 milhões de euros ao novo cenário laboral criado com a supressão dos quadros de nomeação definitiva. Então, já perceberam? Pois é. Juntem-lhe ainda a reorganização da rede escolar através dos reagrupamentos de escolas, com o «abaixamento das necessidades de pessoal» que tudo isso implica. O redimensionamento dos mapas de pessoal está aí ao virar da esquina. E ele significa isso mesmo: despedimentos.

Os cavalos também se abatem. E os professores igualmente.

Ainda há pouco ouvimos na SIC-Notícias o Professor Silva Lopes a perorar sobre esta redução brutal de custos na educação. Com aquela alegre inconsciência que os nossos economistas alardeiam quando falam do que não conhecem – o ensino -, dizia ele que até se podia ter ido mais longe nos cortes. E lá sacava do “argumento”: pois se em Portugal o rácio de professor por alunos é maior do que a média europeia! Logo, a solução Silva Lopes é: aumente-se o número de alunos por turma ou até (melhor ainda!) aumente-se o horário de trabalho dos professores. Áh ganda Silva! Por acaso, a Lurditas de ouro já fez bastante por isso. E por acaso o “argumento” do tal rácio é uma falácia, como qualquer professor de uma escola dos subúrbios de Lisboa ou do Porto pode confirmar.

Mas que importam estes “detalhes” factuais, quando se pode apertar um pouco mais o torniquete à volta dessa corporação de malandros que são os professorzecos? É despedi-los e pôr a trabalhar mais horas os sacanas que ainda restarem! Aqui está a solução para os problemas do ensino em Portugal.

Ninguém pense que, num quadro como este, vai haver margem de manobra para qualquer alteração de fundo relativamente ao cenário montado pela equipa de Maria de Lurdes Rodrigues. O modelo de gestão escolar unipessoal, por exemplo, está aí para durar. Pois os directores das escolas vão ser agentes fundamentais na política de redução drástica do pessoal docente nos estabelecimentos de ensino. Com professores de espinha cada vez mais dobrada, cheios de medo da sua própria sombra e apavorados com a hipótese de serem os próximos a “quinar”, sem qualquer ambiente propício à contestação e à revolta, os directores vão ter carta branca para redimensionar os mapas de pessoal à medida da sua discricionaridade, e vão usar isso como pressão adicional para se fazerem obedecer. Portanto, longa vida ao actual modelo de administração escolar!

O resto… Bom, o resto (avaliação do desempenho, carreira docente, concursos) é ainda um enigma. Mas é de esperar que em todos esses domínios se reforcem medidas e práticas que acentuem a precarização como norma e a estrita disciplinarização de professores cada vez mais reduzidos à condição de amanuenses do Ministério.

Ainda estão eufóricos?


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