APEDE


(Re)começar a mexer

Posted in Resistências por APEDE em 25/01/2011

O núcleo da APEDE de Caldas da Rainha convoca os professores do concelho e, obviamente, todos aqueles que se lhes queiram associar, para uma concentração/vigília, marcada para sexta-feira 28/01/2011, pelas 21:30 h, na Praça da República (praça da fruta) − Caldas da Rainha.

Visa esta iniciativa fazer sentir à opinião pública, ao governo e aos sindicatos signatários de ‘memorandos’ e ‘acordos’ de má memória que os professores não desistiram da sua luta e que:

1. Recusam definitivamente a demência burocrática deste modelo de avaliação;

2. Não aceitam a precarização laboral em curso, apresentada como consequência inescapável da política de redução da despesa pública.

3. Não admitem a usurpação continuada dos seus direitos laborais, que está a conduzir à subversão total do seu estatuto profissional.

Pára de remoer a tua resignação e vem afirmar a tua dignidade!

Traz um amigo.

Anúncios

21 Respostas to '(Re)começar a mexer'

Subscribe to comments with RSS ou TrackBack to '(Re)começar a mexer'.

  1. Leitor said,

    Ora aqui está uma boa iniciativa para sair da letargia.
    Incluindo os mesmos objectivos e com maior abrangência houve uma manifestação em 6 de Novembro e uma Greve Geral a 24. Tem havido plenários, abaixo-assinados, protestos vários. Ignorados por aqui, pois somos independentes e não queremos ser instrumentalizados. Acabamos por chegar às mesmas conclusões e iniciativas dos sindicatos. Tarde, mas chegamos lá. Ou não?

  2. ana said,

    Espero que esta iniciativa seja a primeira de muitas, parabéns.

    Tenho pena de ser de tão longe….


  3. Caro Leitor,

    É bom sinal a sua presença aqui. Acredite que não ignoramos nada que venha dos sindicatos. Nem sempre concordamos, é certo, mas creio que temos esse direito.

    Eu estive na manifestação de dia 6, fiz greve dia 24, participei em muitos protestos, assim como muitos colegas da APEDE. Será que o caro Leitor e os seus amigos sindicalistas virão sexta-feira às Caldas da Rainha, juntar-se aos independentes? Ou será que isso já não pode ser?

    Curiosamente, caro Leitor, os movimentos sempre estiveram presentes nas lutas. Nas lutas todas! Já os sindicatos só gostam de fazer a luta que lhes convém, e quando e como lhes convém. Tudo o que aconteça fora da sua esfera de comando é automaticamente rejeitado. Vá lá saber-se porquê…

    Tenho a certeza que o caro Leitor, se os sindicatos tivessem blogues, teria ido lá reclamar e criticar o facto de ignorarem as iniciativas dos movimentos, sempre que aconteceram. Estou correcto?

    E cá ficamos à espera (sentados, claro) para ver os dirigentes sindicais, ao lado dos professores, na sexta-feira, nas Caldas da Rainha!

  4. Eduardo Henriques said,

    Penso que a importância de iniciativas como a concentração-vigília de 6ªF próxima nas Caldas da Raínha é a mesma que existe entre a faísca e a pradaria… Aquelas podem incendiar a pradaria, quer dizer, ajudar a construir uma resposta ampla, de base e democrática e por isso radical, comprometida apenas com o travar da onda destruidora do Governo Sócrates para o Ensino e restante mundo do trabalho e não a ‘fazer de conta’…
    Precisamos de mais faíscas…


  5. Tenho as seguintes objecções ao protesto da APEDE.
    1. Acho o modelo de avaliação medíocre e demente, mas não me compete recusá-lo, pois é uma imposição do patrão. Se não aceitamos estas regras, deveríamos dizer por que outras as substituiríamos.
    2. No que respeita à precarização laboral, devia a APEDE mostrar como a política orçamental deveria ser conduzida, como o governo iria buscar o dinheiro que obtém por esta via.
    3. No ponto 3., que sejam especificados os direitos laborais ofendidos e, numa perspectiva global e não só corporativa, como se deveria proceder.
    Ao colocar estas objecções, não estou a dizer que a APEDE não tem razão, nem que tenho dificuldade em participar, mas apenas que é pouco o que este discurso diz.
    Como parte da arraia miúda ignorante das coisas do Estado e que se enfurece sempre que os poderosos lhes retiram algumas das suas migalhas, lá estarei possivelmente.

  6. Maria said,

    Gostaria de dizer presente, mas a distância é grande. Estou farta de tudo isto. Estou pronta para o combate. Foram muitas as vezes que me desloquei a Leiria no tempo da Marilú.


  7. […] mais em baixo. Pela minha parte, na próxima sexta-feira vou às Caldas da Rainha, participar na vigília promovida pela APEDE. Há que aproveitar esta onda dos pais dos colégios e a onda de insatisfação provocada sobretudo […]

  8. AC said,

    Se tudo correr bem (saio das aulas às 18h30, do Porto) aí estarei.
    É tempo de dizer BASTA!
    Cumprimentos
    AC

    • APEDE said,

      Cara colega,

      Fica aqui o nosso agradecimento, sincero reconhecimento, e mais um abraço, que se junta ao que trocámos na noite fria das Caldas.
      Bem haja. Bom seria que mais colegas tivessem essa garra e essa disponibilidade para a luta, essa capacidade de dizer e estar presente!


  9. Caro Luís Filipe Ramos,

    Agradecemos as suas questões às quais tentarei responder, de seguida, com todo o gosto:

    1) Se todas as imposições do “patrão” fossem sendo aceites sem contestação, certamente não teríamos tido um 25 de Abril. Facilmente compreenderá que cidadãos livres e conscientes devem empenhar-se no combate às políticas iníquas. É o que temos feito.
    Quanto à avaliação docente (como em relação ao modelo de gestão, carreira docente, reorganização curricular e organização global da Escola Pública), tenho o maior prazer em informá-lo que os orgãos sociais da APEDE tiveram o cuidado de recusar uma postura meramente crítica do “status quo” e, assumindo a necessidade higiénica de se demarcarem da política educativa dos govermos de José Sócrates, desenvolveram um esforço sério de reflexão e definição concreta de propostas alternativas. Esse trabalho está concluído desde Dezembro de 2009, foi publicado no nosso blogue e divulgado publicamente, tendo mesmo sido apresentado na Assembleia da República, em audiência própria, com a Comissão Parlamentar de Educação e Ciência. Pode encontrá-lo no separador “Documentos” (canto superior direito do blogue – “Informações”) com o título Proposta Global Alternativa da APEDE: “Para Uma Alternativa: Uma Outra Escola, Uma Outra Carreira Docente, Uma Outra Avaliação”. Como poderá constatar, fomos mais além, e a partir desse momento ninguém nos poderá acusar de criticarmos sem apresentarmos alternativas.

    2) Não nos compete a nós, professores, darmos lições de ciência política e económica aos governantes. A nossa função é outra e bem relevante. Ainda assim, acreditamos que qualquer português, bem informado, percebe facilmente que o desvario das nossas contas públicas se deve a anos e anos de puro regabofe e descontrolo orçamental, sendo importante começar a arrepiar caminho, nomeadamente com uma muito mais eficaz gestão e racionalização dos recursos, esbanjados em tantas parcerias público-privadas, organismos públicos que se multiplicam a esmo para albergar a clientela política e os “compagnons de route”, vencimentos e pensões de gestores públicos, que ofendem a ética e a moral, constantes derrapagens orçamentais, emagrecimento do Estado em despesas supérfluas, maior rigor no combate à fraude e evasão fiscal, correcta rentabilização dos fundos comunitários (muitas vezes nem sequer aplicados), extinção/fusão de organismos públicos, sendo um bom exemplo as Direcções Regionais de Educação, isto apenas para dar algumas curtas achegas ao tanto que poderia ser feito e não é (isto já sem referir submarinos, novas pontes e TGV’s), para se poder evitar ir sempre aos bolsos dos mesmos, agravando as suas condições de vida e direitos laborais.

    3) A degradação dos direitos laborais tem sido por demais evidente, a tal ponto que chega a ser chocante elencar exemplos. Fico-me apenas pelo criminoso congelamento das progressões e tempo de serviço, alteração da idade da reforma, alterações ao horário de trabalho, perda/diminuição das reduções por idade, os cortes salariais, a crescente precariedade laboral com a manutenção de professores a contrato quando leccionam consecutivamente há mais de 10 anos, situação que só se vive no ensino, a redução do papel do professor a um “faz tudo”, cercado e sufocado por uma burocracia infernal, entre tantos outros exemplos que poderia dar. Além do mais, não podemos ainda esquecer o desrespeito pela dignidade profissional dos professores com uma campanha suja, orquestrada politicamente, para tentar denegrir a sua imagem junto da opinião publica.
    Como proceder para reverter toda esta situação? Há vários caminhos possíveis, dos mais ao menos extremistas. Uma coisa é certa: a forma como a luta tem sido conduzida não satisfaz, não resolve, não melhora. Só vemos um caminho possível: pedagogia da luta. mais pedagogia da luta, e ainda mais pedagogia da luta. Depois disto, a sua radicalização e endurecimento.

    Abraço.


  10. […] (Re)começar a mexer   GostoBe the first to like this post. […]

  11. Ana Grave said,

    Ainda bem que há pelo menos um grupo de docentes que vai para a rua manifestar o seu descontentamento.
    Parabéns pela iniciativa, espero que sejam muitos e bons manifestantes.
    Força!


  12. Ainda para o Luís Filipe Ramos:

    Sobre o que lhe respondi anteriormente… onde ir buscar o dinheiro para não o retirar aos que trabalham, referi como exemplo as derrapagens orçamentais. Pois veja, notícia que acabei de ler:

    Alteração do contrato de concessão
    TGV custa mais 195 milhões que o previsto
    http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1769127

    Mais palavras para quê?


  13. Obrigado Ana Grave e restantes colegas.

    Como sempre temos feito, continuaremos na luta, interventivos e bem conscientes da gravidade do momento presente. Somos professores, dia a dia, nas escolas, e sentimos na pele todo o desvario que nos consome. Não podemos ficar indiferentes. Assim muitos mais se juntem a nós.

  14. mariaporto said,

    Estou muito longe, mas vou andar de canal televisivo, em canal a ver se consigo ter noção do nº de participantes. Há mesmo que fazer algo, isto tudo é demencial! Nas escolas já começa o transtorno do porta-folhas, da imbecilidade das evidências, quando o mais óbvio, o que os alunos não sabem, isso parece pouco relevante, ou talvez uma fatalidade! Tenham dó, empreguemos o tempo no que realmente é importante!
    Obrigada pela vossa iniciativa

  15. Jake said,

    Agradecendo tb a iniciativa. É fora de mão, mas por cada um que lá esteja, multipliquem por 10, 15, 20, 100.

  16. Carapau said,

    Parabéns APEDE.

    Estou muito longe, mas o meu coração está com os colegas nas Caldas.
    Chegou a hora de Agir. Temos de sair para a rua e tomar posição. Chega de conversas e passamos aos actos!…

    Até breve.
    A luta continua.

  17. Leitor said,

    Enquanto se aguarda a chegada do repórter (virá, não virá?), medite-se na frase:
    “Por que repetir erros antigos se há tantos erros novos a escolher ?” (Bertrand Russell)


  18. Caro Leitor,

    Demasiado previsível. Tenha calma. Na APEDE não há avençados nem destacados. Já percebi é que o caro Leitor não poderia nunca ser o repórter. Não esteve lá. Compreendemos.

  19. Leitor said,

    Nenhuma impaciência. Para dizer a verdade, até simpatizo com a corrente de pensamento “small is beautiful” e com os seus derivados.
    Mas, com os recursos que actualmente existem para edição e montagem de imagens, não se percebe a demora.


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s


%d bloggers like this: